15 de janeiro de 2009

E então, continuam com vontade de se queixarem do frio?

Tomem chuva que é para aprenderem! (ao menos está uma temperatura agradável... só falta uma brisa de 60kms por hora, para ficar perfeito!)

14 de janeiro de 2009

7 de janeiro de 2009

Sem Título II


3 de janeiro de 2009

Sem Título


28 de dezembro de 2008

Harold Pinter

Morreu dia 24 de Dezembro Harold Pinter. Já John Osborne, associado com Pinter à geração dos Angry Young Men, tinha morrido na véspera de Natal de 1994. Será uma maldição? Se fosse ao Wesker teria cuidado...

12 de dezembro de 2008

Do they Know it's Xmas time?

Nesta quadra (que não tem 4 versos nem rima, mas tem este nome) Natalícia ouve-se, em rádios, blogs, etc.
It's Christmas time, there's no need to be afraid...

Fico a pensar para quê dizer que não vale a pena ter medo, a não ser que haja motivos insuspeitos? O segundo verso informa:

At Christmas time, we let in light and banish shade

Ora, que me lembre o Geldoff não convidou o Darth Vader, por isso qual a necessidade de expulsar as sombras?

Atente-se em outro exemplo: Wham, Last Christmas:

Last Christmas, I gave you my heart but the very next day you gave it away

Imagino que na unidade de transplantes cardiovasculares estas palavras adquiram uma outra dimensão mas, no nosso quotidiano, não vejo grande sentido em dar corações e devolvê-los (a não ser que sejam de peluche a dizer I love you)

O que cheguei à conclusão é que Band Aid e Wham sob o efeito (ou não) de múltiplos estupefacientes, traduzem perfeitamente as contradições que o Natal nos oferece.
Eu, para combater a dieta da carteira e a engorda da confecção de AVCs e diabetes nas cozinhas do mundo ocidental, entretenho-me a fazer a minha lista de Natal intitulada

As Pessoas que eu Gostava de Espancar este Natal:

E, até agora, nesta lista (graças a dois contributos preciosos de L e M) temos:
1. André Sardet
2. Luís Represas
3. Elsa Raposo
4. TODOS os apresentadores e apresentadoras de programas da manhã e da tarde nas tvs nacionais (especialmente as que estão grávidas)
5 Figuras (felizmente) anónimas para muitos de vós mas que irritam.

E vocês? Quem gostavam de espancar este Natal? Lembrem-se que é tempo de partilha por isso aceitam-se sugestões, ajudem-me a espalhar este fel (não é gralha, é mesmo com "F") de Natal para que as sombras e o medo não sejam esquecidos...

28 de novembro de 2008

To die, to sleep, no more....

Hoje morre o morcego e eu não sei como o matam, mas sei que me mentiram pois quando vi o Batman Forever, acreditei que era mesmo para sempre... Se calhar vai só ficar comatoso... Imagino que o Bruce Wayne sobreviva e o alter ego sucumba, porque a vida está pela hora da morte e o cabedal com vinil está out!
Tenho pena, é meu herói favorito pela forma quase bíblica como o crime tem sempre um castigo despudoradamente cruel e sangrento. Mais aqui

17 de novembro de 2008

Platão, Obama e o Poeta

Na República de Platão explicam-se os motivos que levaram o poeta a ser expulso da cidade: na sua singularidade, o poeta imitador era nefasto para o avanço político, tornara-se um empecilho ao pragmatismo e às condicionantes do estado. Lembro-me disto a propósito de Barak Obama que tem poemas publicados e que ontem, na sua primeira entrevista televisiva após ter sido eleito, reitera a sua vontade de fechar Guantanamo e retirar as tropas do Iraque. Será que este poeta político contemporâneo se vai safar? Ainda a propósito de Obama leio um texto de Mia Couto, que finda a emoção emergente do post-vitória, equaciona a dimensão que teria a eleição de um presidente branco, num país africano de maioria negra. Dá que pensar...
Será que a mudança para os Estados Unidos vem aí? Que afinal é possível governar com razão e emoção? Será que é possível ser-se presidente com alma de poeta?
Por cá precisamos de uma oposição, não importa a raça, o género, a orientação sexual, política e religiosa... estamos mesmo dispostos a tudo, desde que saibam fazer oposição!

29 de outubro de 2008

Nada+Nada = Algo

Gosto de Shakespeare e da cosmovisão do mundo que o transforma num autor transversal que reflecte verdades universais. Sei muitos versos de memória, pelo prazer com que associo a episódios do quotidiano. Há um verso do Rei Lear que me ocorre muitas vezes a propósito dos 'nadas' da vida. Trata-se a resposta que ele dá à filha Cordelia: Nada? De nada vem nada! (Tradução do original: Nothing? Nothing comes out of nothing!). Esta visão matematicamente é o 0+0=0.
Até ontem, acreditava que de nada vem mesmo nada, pois até a história da sopa da pedra começa com alguma coisa - a pedra!
Há quase dois meses comprei uma barraca velha que precisa de muitas obras para se tornar habitável. É um Work In Progress que ocupará a vida familiar durante uns dois anos (estimativa pessimista que eu não trabalho para as obras públicas). Na sequência da apresentação de projectos à Câmara fui confrontada com a evidência da casa não possuir uma coisa chamada "telas finais", por o casebre ser anterior a 1951. O meu espanto começou quando me disseram que tinha de pedir uma certidão à Câmara em conforme nada havia. E assim, paguei 14 euros para pedir a localização exacta da casa numa divisão da câmara, preenchi um papel noutra divisão que acompanhou o papel da localização, esperei uma semana e lá fui, ontem, a Setúbal, pagar 8 Euros para receber uma certidão que diz que não há nada!
Por isso Dear Will, pela primeira vez, as tuas palavras não se aplicaram: Ontem de nada saiu uma Certidão! E a quantidade de papéis preenchidos, gásoleo, dinheiro e tempo gasto para certificar o nada deixaram-me espantada e aturdida. Afinal esta é a magnífica era da desburocratização, onde simplex e nadex deviam ser sinónimos de sem papelex ...
Temo que outros aforismas venham a ser destronados pois a obra de remodelação ainda nem começou!

27 de outubro de 2008

VOX POPULI


Travessa de Santa Catarina, Lisboa

Experiências

Um blog novo, com propostas apetitosas.

20 de outubro de 2008

Give me 5!

Adorei este site que de forma pragmática sintetiza o que há muito sei sobre este assunto perfeitamente fútil e distante das grandes questões da actualidade política e económica.

12 de outubro de 2008

Sentido de Orientação

É uma verdade aparentemente indiscutível que os homens têm um melhor sentido de orientação do que as mulheres uns porque, recusando-se a pedir indicações, se rodeiam de gadgets capazes de suprirem as suas limitações, outros por pura predesposição genética. Sim, é verdade, as mulheres em sentido lato e esteriotipado não são capazes de ler um mapa, nem seguir uma indicação do via Michelin. No entanto, é tudo uma questão de estímulo, caso contrário como se explica que uma senhora de 60 anos consiga passar dos têxteis, à loja gourmet, parando no piso da roupa infantil para ver a colecção Burberry para o neto , sem hesitar para considerar o andar, ou a secção pretendida, em pleno Corte Inglês? Como se explica que, diante da planta circular do Colombo, altamente complexa, a mesma senhora, ou uma amiga mais velha ou mais nova, consiga saber a saída onde deixou o carro (embora possa já não se lembrar do número da fila) enquanto o elemento masculino que a acompanha se sinta perdido, sem o seu GPS, desesperado à procura de uma planta que o ajude a descobrir a localização exacta do AKI ou da Fnac mais próxima?
A verdade é que as mulheres vêm equipadas de série com um GPS de lojas, por isso não têm tempo para prestar atenção a letras e números em mapas complexos. Para quê decorar que a loja X é no piso tal, sector Y, se apenas se tem de fixar que fica perto da escada rolante, que dá para a loja Z, e fica entre a loja H e J? Claro que este equipamento altamente especializado falha quando a loja não está presente por isso é que parques de estacionamento, auto-estradas e o metro são sítios comuns para se encontrar mulheres perdidas...
Para os Parques de estacionamento tenho uma solução simples, em vez de bichos e letras, o melhor mesmo e colocar marcas. Por exemplo:
Senhora A: Deixei o carro na zona Vuitton, secção malas e tu?
Senhora B: O meu está na Versace secção vestidos.

7 de outubro de 2008

Metáforas

Este blogue encontra-se solidário com a banca e só volta a postar quando lhe injectarem capital de energia. Até lá aproveitem a crise nos mercados e alistem-se numa seita terrorista porque para esses está perto o apocalipse do capitalismo!

1 de outubro de 2008

Já cá faltava

Hoje, dia 1 de Outubro, num passeio pelas lojas de bairro, percebi que estavam todos só à espera do mês 10 para começarem a operação Natal! Vi coroas, vi anjos, vi Pais-Natal, vi luzes e outros artefactos que me deixam sempre intrigada e a pensar: "Mas as pessoas não guardam as coisas?"
Outra marca do 1º dia de Outubro é o comentário recorrente: "Isto parece Verão! Nunca mais chega o Outono com as roupas quentes... A roupa de Inverno é tão mais bonita..." O que é engraçado e incongruente é este comentário ser proferido por aqueles que depois sonham (e alguns concretizam) passar o Dezembro nas Caraíbas, ou no Brasil, entre escaldões e Piñas Coladas, esquecendo sumariamente o White Xmas, que assim é promovido a Warm Xmas. Como é que não se aguenta o calor aqui no nosso Portugal temperado e depois se gosta do calor estrangeiro é algo que me intriga (Deve ser por ter sotaque...)
Por isto tudo, este ano não vou pedir um Mini pois já ganhei muita coisa, só te peço Pai Natal que me dês, por favor, um Natal a escaldar no meu país à beira mar, que as promessas do aquecimento global ainda estão por realizar! (olha, rimei!)

27 de setembro de 2008

26/01/1925-26/09/2008


24 de setembro de 2008

Monólogo de Uma Tia de Pechisbeque

(…) Então foi assim… Nós vivíamos numa casa enorme que era da tia avó Rosarinho, no Restelo, mas depois o Manuel teve um convite para ir para Abu Dhabi e nós fomos, iludidos com a perspectiva exótica, o ordenado milionário e o colégio Americano para o Manel, o Zé Pedro e a Babá. O que é facto é que não se passa nada em Abu Dhabi e vai daí tivemos de voltar, sob ameaças de morte e tudo. Para nossa surpresa, no espaço de 5 meses o Restelo tornou-se irreconhecível, uma onda de assaltos, uma coisa inacreditável. Eu e o Manuel tivemos de tomar medidas drásticas. Ele vendeu o Q7 e comprou um Dacia e eu, com medo da criadagem, decidi chamar as Molly Maid para não dar a chave da nossa nova casa na EPUL do Restelo. (Temos uma varanda amorosa e mandámos instalar segurança e assim naquele sítio não damos nas vistas).
Claro que este país continua incrível, tanta pobreza...
Os miúdos, bem os miúdos tiveram de ficar em lista de espera para o St Julian – só filhos de patos bravos é o que é – e por isso estão aqui na escola que apesar de ser perto de casa é um horror. Como se isto tudo não bastasse, apanhei um susto no semáforo da BP perto de casa e decidi que não guio mais. Vou a pé ou de transportes para não dar nas vistas. O meu único vício são as malas mas, inacreditavelmente, estou faz séculos à espera do novo modelo do Marc Jabobs (a Stam) e nada. Parece que também há lista, por isso, por este andar ainda desisto. Aliás, esta H&M que trago é a minha forma de protestar contra a tirania das listas de espera. Por falar em espera, isto de estar aqui no médico de família, no posto é uma estafa…
Tamos mesmo em maré de azar, logo agora o pediatra dos miúdos (sabe aquele super-famoso que aparece nas revistas e escreveu toneladas de livros) está em Londres a dar um seminário. Uma maçada é o que isto tudo é!

22 de setembro de 2008

Before Kinder Knows Your Bank Statement...

Afasto-me uns dias deste blogue e eis que volto e reparo no comentário do Kinder: Não é que alguns segundos (934 para ser precisa) depois de ele ter comentado, dizendo que ía falar com o ministro, a devolução apareceu na minha anorética conta bancária?
O Kinder tem poderes e agora tenho medo que este blogue esteja sob leitura atenta de membros da máfia ou, pior ainda, do governo!
Vou continuar a postar de mansinho e só de vez em quando que isto dos blogues é como ir à missa, ou ao casino, faz bem mas não se pode tornar uma obrigação, caso contrário deixa de ter piada e torna-se um vício...

12 de setembro de 2008

A pior leitura de sempre

A do meu extracto bancário deste mês!
Venha a maldita tarifa de esgotos, as finanças, os registos prediais e suas certidões, os cartórios, o IMT, venham as escolas e os livros e o material escolar e as propinas e o que vos der na gana, que a mim, como dizem os espanhóis "me da igual".
Só tenho pena que ninguém me tenha avisado que é demente investir no sector imobiliário em pleno mês de Setembro. Já agora, serei eu a ÚNICA desgraçada que ainda não recebeu a devolução miserável das finanças? Voltando a parafrasear a língua castelhana "Me cago en la leche..."

9 de setembro de 2008

As GRANDES mentiras

Das GRANDES, ENORMES, mentiras deste Verão apetece-me destacar:
1. O Aquecimento Global (o mês de Agosto mais quente de que havia memória... para quem o passou numa sauna ou num banho turco, certo? No entanto, o nº de incêndios aumentou em relação ao ano anterior, mas como os media tiveram outros pitéus, pouca gente se apercebeu)
2. O facto da candidata a vice presidente republicana dos EUA, Sarah Palin, ser uma excelente mãe. (aparentemente parir o 5a filho a uma 2a, estar a trabalhar a uma terça e ter especial orgulho em ir casar a filha de 17 anos que lhe vai dar o 1º Neto, é motivo de grande orgulho, como se o "Jesus, Babies and Guns" não fossem por si só, incongruentes que cheguem!).
3. A publicidade enganosa da presença portuguesa nos jogos paraolímpicos. (Deveria ser "Nem mesmo nisto somos bons!").