24 de maio de 2008

Eu já sabia que era importante...



Motor, 2.0 diesel, possibilidade de tracção às 4 rodas...
A Ford acertou: Se eu fosse um SUV seria um KUGA!

21 de maio de 2008

PC (Personal Computer) e PC (Personal Condom)

Era o que me fazia falta, um preservativo pequeno para colocar nas flashdrives, vulgo Pens (não sei porquê, a não ser que seja abreviatura de pénis).
Desde que o meu falecido PC foi para os cuidados intensivos e teve dois AMIs (acidentes de memória interna, em linguagem pouco informática) nunca mais fui a mesma utilizadora: agora, ninguém toca no meu laptop (palavra que também dava para umas boas piadas, mas adiante), até porque aquela reportagem dos teclados estarem pejados de coliformes e serem piores que um tampo de retrete surtiu efeito no meu lado enojado de tudo.
Porém, de vez em quando, é necessário introduzir a dita "pen" de terceiros para partilhar informação, trabalhos, etc. Aí começo discretamente a tremer e a temer pela integridade do top que está no meu lap ou, para ser sincera, em cima da secretária. A pen entra, a pen sai e eu respiro de alívio e venho cá fora fumar um cigarro (ok, não fumo, mas se fumasse, vinha cá fora, pode ser?).
O meu Personal Condom dá pelo nome de McAfee, mas nada me garante que esta coisa com nome escocês me proteja de toda a porcaria que pode estar nas pens mais promíscuas. O que eu queria era um preservativo pequeno para colocar em segurança na saída usb de cada flashdrive. Aí sim, poderia partilhar apresentações power point, ficheiros excel, word, fotos, etc, tudo em segurança. Na informática, como no sexo, a segurança é um bem essencial, daí as semelhanças que existem entre os dois.

18 de maio de 2008

QV

Qualidade de Vida:
Ter dinheiro para fazer opções é uma forma de procurar a qualidade de vida que se deseja, certo? Então, se assim é, por que é que a classe média alta portuguesa associa qualidade de vida aos seguintes bens/ comodidades:
- Apartamento no centro ou num bom subúrbio de betão, mas caro, muito caro e com quarto para a empregada;
- Carro muito caro, de preferência metade do valor da casa até porque a empresa, assim como assim, é que paga. Por extensão deste ponto telemóvel e gadgets a condizer, tal como a roupa (de marca e, claro, cara).
- Filhos num colégio caro, onde podem conviver com outras crianças com pais que guiam carros topo de gama e vivem em casas encaixotadas, com empregada.
Isto tudo parece supérfluo mas é de extrema importância uma vez que a casa precisa de ser grande, pois tem de ter quarto para a empregada que assegura que os filhos, quando chegam na carrinha do colégio caro, não ficam sozinhos até que os pais cheguem, ao fim de muitas horas ausentes, no seu carro topo de gama.
Quanto mais vejo os meus semelhantes mais me convenço que qualidade de vida é poder ir a pé até casa almoçar com a família!

29 de abril de 2008

A Vida nas Ilhas...

4 dias passados nas ilhas e constato o seguinte:
Os irlandeses só não são britânicos por mera birra religiosa. Importam tudo o que podem da ilha vizinha ou do país mais acima e o sector editorial vive da produção made in UK, a preço convertido em Euros.
Em termos televisivos a Amy Winehouse estava a ir mto bem, com mais uma detenção, até terem descoberto um casal irlandês perfeito, namorados de infância, com um casalinho de filhos: Alegadamente este plácido pai de família, provavelmente por estar deprimido, resolveu matar a mulher, pegar fogo à casa com os filhos lá dentro e suicidar-se de seguida... Achei que havia primeiras capas de tablóides para uma semana, mas não... Vem um senhor de 70 anos austríaco e estraga tudo: O dito encarcerou a filha na cave de sua casa, durante 24 anos e neste interregno de quase um quarto de século, a filha, hoje com 42 anos, teve 7 filhos/netos do senhor!
Conclusões lógicas disto tudo (regadas por algumas pints de Guinness):
1. Há qualquer coisa de Hitler e Anne Frank nisto tudo...
2. Se calhar o outro Guinness devia atribuir uma entrada a este senhor, já que ele bateu o outro austríaco raptor, por muitos anos!

24 de abril de 2008

Cheers!


© http://powerfullbrands.blogspot.com

23 de abril de 2008

Vi(d)a Pública

É sempre assim: Abro a caixa do correio e vejo-o, banco e verdinho com um "vêzinho" - o extracto da via verde! Todos os meses a mesma coisa. Ainda consigo enganar o extracto do Cartão de Crédito pagando em numerário, mas não me dá jeito parar nas portagens, para tirar o ticket (bilhete) e depois parar, novamente, para pagar, só para "eles" não me controlarem a vida e o saldo!
Todos os meses lá vem a história da minha vida escarrapachada, impedindo-me de esquecer todos aqueles sítios onde fui. E depois, a forma de débito, também ela sinistra e sempre presente, bocadinho a bocadinho, ao longo do mês: Agora tiram 65€, depois mais 42€, depois mais 71€. Tenho a sensação que se um dia deixar de andar de carro e passar a usar outros meios de deslocação que não incluam ir a pé, de patins, troinete ou de bicicleta (pois demoraria dias a chegar) a Brisa me telefona a saber se estou bem.
Ainda o extracto... No final, uma alegria, 2 parques de estacionamento: um das Amoreiras e outro (estupidamente caro, mas um oásis na cidade) do Chiado. Balanço final: No mês de Fevereiro/ Março saí inúmeras vezes em business e duas em pleasure!
PS1: É possível fazer 7 minutos da portagem da Coina até à ponte 25 de Abril, sem cometer infracções.
PS2: Sei que o título do post ficava mais apelativo se o "l" também estivesse entre parênteses, mas perdia-se a contextualização...

22 de abril de 2008

¿Por qué no te callas?

...o que me apeteceu perguntar ao Nick Cave ontem, ao fim de dois encores, num total de 9/10 músicas (já não sei).
Quase duas horas e meia de concerto, com um som apurado e o Nick Cave sempre com uma voz poderosa, intercalando os Obrigado e Muito Obrigado, com insultos ao público, empregando todas as combinações possíveis de fuck e seus derivados (pretérito perfeito; gerúndio, presente, condicional....) antes de cantar mais uma baladinha do género Oh Lord Jesus....
Para quem vinha de um Estoril Open cheio de afectação (tá ver o Manel... olhe, ali querida, tá a ver?) entrar na caverna dos Cavettes foi uma experiência esquizóide. Sim, ainda há Cavettes e alguns deles não têm mais que 18 anos. O bom deste concerto foi ficar com algumas certezas inabaláveis:
Tenho mais amigos que gostam de Nick Cave do que de ténis ( a dada altura, achei mesmo que tinha voltado aos anos oitenta, às famosas festas do liceu);
É mais fácil arranjar bilhetes para música do que para desporto;
O Nick Cave pinta o cabelo e tira os pêlos do peito;
A droga não afecta as cordas vocais e faz emagrecer.

21 de abril de 2008

Grandes pequenos momentos

Highlights do par de horas que estive no Jamor a ver um Ucraniano rico que não quer trabalhar :
1. Eu se fosse o Davydenko faria o mesmo. Considerando que o Federer não vai a Monte Carlo e que as suas chances eram melhores e que a coisa estava difícil, nada como entrar no 2º set em cheio, quebrar o serviço e dizer que dói a perna...
2. As pulseiras da senhora sentada atrás de mim a ressoarem qual chocalho nos meus ouvidos delicados e todas as loucuras que ela faria com o Federer (não percebo a razão pois o homem NÃO é giro, ok?). Vinguei-me da forma mais torpe, quando ao fim do 1º set a vi atirar a objectiva para focar o Roger a despir o pólo: Quando estava prestes a disparar, levantei-me e estraguei-lhe a foto com o meu trench de marca!
3º Conheci o Mak que leva enchidos para o jogo, mas são todos pata negra!
4º A frustração de não conhecer a SFF.
Não voltarei ao Jamor tão cedo porque as pessoas, ao vivo, não se podem colocar em off! No entanto, grande primeiro (e único) set!
Se o Cave desistir a meio do concerto de logo começarei a acreditar na teoria da conspiração...

18 de abril de 2008

Ainda o Alerta Laranja

Só agora se fez luz nesta cabeça castanha!
O alerta da protecção civil tinha a ver com a demissão do Menezes e de mais uma crise de liderança no PSD!
Por isso é que a intensidade era maior no Litoral Norte!
Estou oficialmente em alerta beje com todas estas inutilidades!

- Logia Meteo ou Astro?

Levo muito a sério alertas de todas as cores relativos ao mau tempo. Não por obsessão cromática, mas porque me habituei a acordar numa cidade, trabalhar noutra e a ter de me vestir às camadas, por sair com 5 graus, às 5 da manhã, e o termómetro marcar 25 graus ao meio-dia. Por isso, após uma viagem agitada, "aconchegada" por lençóis de água e ventos fortes, ontem à noite levei a sério o aviso da protecção civil que declarava alerta laranja até domingo à noite. Cheguei a casa, tranquei as portas e janelas, dei-me por contente por não ter quintal com chapa ondulada e fiz inúmeros telefonemas a cancelar compromissos e a comprometer-me a fazer E-working em casa que me vai fazer perder mais umas horas do que se o fizesse in loco.
Acordei à espera do dilúvio, da intempérie e da certeza que os mais avisados são os melhor informados. E às 7 da manhã abro a janela para um sol magnífico, acompanhado de uma ligeiríssima brisa... Ok, passado uma hora e meia lá caiu uma chuva forte, mas que não valia um alerta rosa clarinho ou lilás...
Isto da Meteorologia é como os signos, pura adivinhação. Assim sendo declaro que estou em alerta púrpura e amarelo até segunda que ao menos são cores que estão na moda nesta estação!

15 de abril de 2008

On the Road / On the Air

... Ou o meu encontro com o Oceano Pacífico

Percorrer quilómetros à noite é uma experiência boa para quem gosta do silêncio. À noite, numa auto-estrada do sul do país tudo é mutismo, interrompido brevemente pela ultrapassagem a um ou dois camiões de transporte de mercadorias. Mas tanto silêncio ao fim de um dia de trabalho, de forma repetida, também cansa. Sim há Cds, sim há dispositivos para sintonizar uma frequência desocupada e ouvir o Ipod, mas não, quando passa das 22 já não há paciência para procurar frequências, nem escolher um Cd.
Quem viaja na A6, a partir das 22h tem ao seu dispor poucas rádios - Antena 1, Antena 2, RFM , RR e Comercial - a partir de Montemor-o-Novo já se ouve a M80 e passando a saída para Setúbal já se sintoniza a Radar. Até lá é o deserto feito de rádios locais que não são nenhum oásis.
Ontem ouvi o Oceano Pacífico na RFM. Antigamente era a estação do slows que se gravavam em cassetes para levar para as festas de garagem… Hoje, ou melhor ontem, imaginem que ouvi Alphaville (Forever Young); Phill Collins (Against All Odds); Brian Ferry (Don’t Stop the Dance) e gostei. Claro que tudo tem limites e, esporadicamente, para evitar o vómito (Stings pós-police, Represas pós-Trovante e afins) tive de intercalar com Linkin Park (sim, confesso que gosto e sei de cor o Shadow of the Day e, ainda por cima, era apropriado ouvir o Minutes to Midnight) noutras rádios supracitadas.
Desisti, auditivamente exausta e farta de tanto zapping, perto da Ponte 25 de Abril e acabei por colocar o CD com a banda sonora do Kill Bill 2:

.... And when I arrive at my destination, I am gonna kill Bill...

(Ainda bem que cá em casa ninguém se chama Bill...)

8 de abril de 2008

LONG LIVE THE LOW COST!

Antigamente ir a Barcelona, Berlim, Londres, Paris, Copenhaga, Madrid, Veneza, Milão, Bruxelas, Amesterdão, Genebra, Budapeste, Varsóvia, Praga, Dublin, Munique, Estocolmo, Atenas, Roma ou Helsínquia, era uma aventura (muitas vezes digna de inter-rail). Hoje é mais fácil e mais barato que ir até à capital do móvel (Paços de Ferreira). Já não vamos a Londres por nada de especial, apenas para ver uma exposição, ou uma peça de teatro; Vamos a determinada cidade só para passear e escapar da rotina, sem nenhum programa definido. As low cost mudaram a nossa forma de viajar, retiraram-nos o remorso de ter de aproveitar a ocasião de uma vida, devolveram-nos o prazer de apreciar, ou não, o que uma cidade tem para oferecer, simplesmente por termos como dado adquirido a certeza que podemos sempre voltar. Daqui 2 semanas irei de novo a Dublin: não gosto especialmente da cidade, não tem nada de fascinante, para além da eterna veneração de ser a terra do Beckett e do Joyce (mas até eles sairam assim que lhes foi possível) mas ao menos falam inglês, paga-se em Euros e tenho previsto um encontro com um amigo. É bom fugir à rotina e eu só consigo escapar à minha vida "on the road" se for de avião!

3 de abril de 2008

Estrenamos la versión oficial del CHIKI CHIKI

Houve que proceder a algumas alterações e foi assim que ficou o Video de apresentação "Oficial" cheio de espaninglês!

29 de março de 2008

Em escuta: NORTON - Your Balcony

26 de março de 2008

A Loggia!


É sabido que os agentes imobiliários, à semelhança dos turísticos e dos vendedores de automóveis, vivem num mundo de eufemismos para vender um produto menos bom, mas que com a palavra certa chama a atenção...

Quando uma casa é mínima chamam-lhe acolhedora, ou então 'cosy', que o estrangeirismo fica sempre bem, sobretudo se o interessado não fizer a mínima ideia do que estão a dizer.

Quando uma casa é velha, a cair de podre, numa zona mais ou menos aceitável dizem: "casa com muito cachet a precisar de algumas remodelações"

Se a casa teve um 'houselift' (eu também sou fã dos estrangeirismos) feito no Ikea com meia dúzia de Euros colocam "remodelação total recente".

Ultimamente, graças à Remax (que vende duas casas por minuto...), aprendi um estrangeirismo novo: Loggia. De repente, estando numa busca não muito persistente por outra habitação, deparei-me por várias vezes com esta palavra... Lembrava-me de a associar à Arte e numa breve Googlelização percebi a razão: Eis a imagem de uma loggia:
Porém, no dicionário imobiliário da Remax, uma loggia é... Uma Marquise!
Por isso quero apenas partilhar convosco o meu pensamento do dia:
Para além de Polícia à porta, a Travessa do Possolo já tem Loggia!

17 de março de 2008

Jorge Palma - Vermelho Redundante

Dedicado aos professores que andam nas manifs a lutar pela vida...

15 de março de 2008

A Noite Árabe: O melhor da temporada até à data

Belíssima peça, magnífica tradução, encenação, música e interpretação. Um verdadeiro oásis, como o espaço em que é apresentada. Sem dúvida a peça que mais me satisfez, das que vi este ano. Desde a opção do cartaz - absolutamente brilhante, assim que assistimos à peça - às opções cenográficas com suporte de vídeo, à interpretação imaculada de João Grosso, Sara Carinhas e Teresa Sobral... Com a dose certa de humor a criar hiatos de descompressão quando o "sonho" do rapto vivido de várias formas, por todas as personagens, se adensa. Personagens muito "pessoanas" todas elas presas na vida à espera de uma memória redentora.
PS: Vale a pena ir mais cedo, ou ficar depois da peça para saborear umas tapas, acompanhadas de vinho a copo, no café do Teatro.

Ficha:

Teatro da Politécnica
12 de Mar a 27 de Abr 2008
4ª a SÁB. 21h00 DOM. 16h00

Sinopse:

Subúrbios de uma grande cidade portuguesa, bairro com muitos imigrantes. Verão: o sistema de água de um conjunto de prédios está avariado. A água chega até ao sétimo andar e depois desaparece. No sétimo vive Francisca, uma jovem mulher que não se lembra de nada. Não se lembra de como era a sua vida antes de ter co-alugado este apartamento com a sua amiga Fátima. Não se lembra de alguma vez ter sido raptada em Istambul ou de ter sido uma princesa árabe. Como todos os serões, volta do trabalho, vai-se esquecendo do que fez no laboratório onde é empregada, toma um banho e adormece no sofá. O vizinho do prédio em frente vê-a no duche e não resiste a procurá-la. Fátima, por seu lado, espera sempre que ela adormeça para chamar o seu amante Kalil. Também o Sr. Joaquim, o porteiro, que desde o início está a procurar a fuga de água, vai ter com Francisca...
de ROLAND SCHIMMELPFENNIG
tradução e encenação PAULO FILIPE
cenografia e figurinos VERA CASTRO
banda sonora NUNO REBELO
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
apoio ao movimento AMÉLIA BENTES
vídeo UZI Filmes
assistente estagiária INÊS GUERRA
assistente de pintura cenográfica JOSÉ FRAGATEIRO
com
DINARTE BRANCO Pedro Karpati
JOÃO GROSSO Joaquim Loureiro
SARA CARINHAS Francisca Manta
TERESA SOBRAL Fátima Mansur
VICTOR GONÇALVES Kalil
co-produção TNDMII / Paulo Filipe

Jack Johnson If I had Eyes

Ou a canção do ceguinho...

10 de março de 2008

Zapatero y el Chikichiki

No dia em que Zapatero vence com 43% as eleições espanholas, vejam o vídeo de outro vencedor: O representante de Espanha ao festival da Eurovisão. Na política, como no festival, os espanhóis já perceberam que não há muito a fazer, por isso resignam-se por um lado e abardinam por outro. o clip é um must.

9 de março de 2008

É muito people a estragar o silêncio!!!

É Domingo, são 20:26. Olho, oculta pela minha invisibilidade, para o skype: Estão neste momento 10 575 727 pessoas online...