31 de julho de 2006

Silêncios que incomodam

É nos momentos de insónia
Que mais procuramos as palavras

28 de julho de 2006

O Silêncio de Tony Soprano



Enquanto dura o coma...
Não é o Six Feet Under, mas dá para entreter as 2as à noite, em frente ao ecrã.
Mais sobre a 6a série aqui

22 de julho de 2006

Silence is all we dread

Silence is all we dread.
There’s Ransom in a Voice—
But Silence is Infinity.
Himself have not a face.

IN: The Complete Poems of Emily Dickinson (Written c. 1873)

21 de julho de 2006

Krzysztof Kieslowski (b: Varsóvia: 27/06/1941; d: Varsóvia: 13/03/1996)


Trois Coleurs:

Bleu: o mais próximo do silêncio


20 de julho de 2006

Man on the Moon (20/07/1969)



If you believe they've put a man on the moon, then nothing is cool.
(REM)

18 de julho de 2006

William Shakespeare: Macbeth





15 de julho de 2006

Paula Rego (b:1930) Entre Londres e Lisboa



Paula Rego, "Salazar a Vomitar a Pátria", 1960, Óleo,
FCG., Centro de Arte Moderna, Lisboa

13 de julho de 2006

Frida Kahlo (México; b: 06/07/1907; d: 13/07/1954)




Viva Frida!

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón escolheu este dia para morrer, há 52 anos.
Para o ano, igualmente em Julho, celebra-se o centenário do seu nascimento.



12 de julho de 2006

Pablo Neruda (b: 12/07/1904/ d: 23/09/1973)



Faria hoje 102 anos...


Me gustas cuando callas... (Poema XV)


Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

8 de julho de 2006

Presente!



Porque há palavras urgentes que precisamos ler, deixo estes Amores Secretos de Yvette Centeno, um livro perturbante, onde a realidade se confunde com o sonho.
Porque há palavras que urgentes que precisamos dizer, deixo à autora, que me deixou entrar no seu caminho, um sentido obrigada.

6 de julho de 2006

Ossos do Ofício





"Cientistas vão abrir hoje em Coimbra o túmulo do primeiro rei de Portugal", noticia "O Público". A questão maior, parece prender-se com a estatura do rei fundador. (1,60; 1,70; 1,80, dependendo das fontes). Espera-se que a investigação dos ossos ponha termo à contenda. De qualquer forma, já sabemos que o D. Afonso foi um grande rei... Fica a lembrança:

Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como bênção!

Fernando Pessoa, "D. Afonso Henriques" in: A Mensagem

5 de julho de 2006

"I'm taking the plunge!"



Wings of Desire (1987)

Director: Wim Wenders

Sreenplay: Wim Wenders; Peter Handke

4 de julho de 2006

ZEN GARDEN



In: weblogs.digital.udk-berlin.de/.../ zengarden.jpg

3 de julho de 2006

VOLVER (Pedro Almodóvar)



Tres generaciones de mujeres sobreviven al viento solano, al fuego, a la locura, a la superstición e incluso a la muerte a base de bondad, mentiras y una vitalidad sin límites.Ellas son Raimunda (Penélope Cruz) casada con un obrero en paro y una hija adolescente (Yohana Cobo). Sole (Lola Dueñas), su hermana, se gana la vida como peluquera. Y la madre de ambas, muerta en un incendio, junto a su marido (Carmen Maura). Este personaje se aparece primero a su hermana (Chus Lampreave) y después a Sole, aunque con quien dejó importantes asuntos pendientes fue con Raimunda y con su vecina del pueblo, Agustina (Blanca Portillo). " Volver" no es una comedia surrealista, aunque en ocasiones lo parezca. Vivos y muertos conviven sin estridencias, provocando situaciones hilarantes o de una emoción intensa y genuina. Es una película sobre la cultura de la muerte en mi Mancha natal. Mis paisanos la viven con una naturalidad admirable. El modo en que los muertos continúan presentes en sus vidas, la riqueza y humanidad de sus ritos hace que los muertos no mueran nunca.“Volver” destruye los tópicos de la España negra y propone una España tan real como opuesta. Una España blanca, espontánea, divertida, intrépida, solidaria y justa.

More in http://www.clubcultura.com/clubcine/clubcineastas/almodovar/esp/diario08.htm

1 de julho de 2006

Carlos Drummond de Andrade (b: 31/10/1902; d: 17/08/1987)


Privilégio do mar


Neste terraço mediocremente confortável,
bebemos cerveja e olhamos o mar.
Sabemos que nada nos acontecerá.

O edifício é sólido e o mundo também.

Sabemos que cada edifício abriga mil corpos
labutando em mil compartimentos iguais.
Às vezes, alguns se inserem fatigados no elevador
e vem cá em cima respirar a brisa do oceano,
o que é privilégio dos edifícios.

O mundo é mesmo de cimento armado.

Certamente, se houvesse um cruzador louco,
fundeado na baía em frente da cidade,
a vida seria incerta... improvável...
Mas nas águas tranqüilas só há marinheiros fiéis.
Como a esquadra é cordial!

Podemos beber honradamente nossa cerveja

29 de junho de 2006

Mia Couto e o futebol (qualquer semelhança com Cristiano Ronaldo, é pura coincidência)




(...) O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (...)

Mia Couto, in O Fio das Missangas (Dezembro de 2004)

28 de junho de 2006

Kasimir Malevich (1878-1935)



RUSSIAN SUPREMATISM:

They are difficult artists. Kasimir Malevich, who founded what he called Suprematism, believed in an extreme of reduction: ``The object in itself is meaningless... the ideas of the conscious mind are worthless''. What he wanted was a non-objective representation, ``the supremacy of pure feeling.'' This can sound convincing until one asks what it actually means. Malevich, however, had no doubts as to what he meant, producing objects of iconic power such as his series of White on White paintings or Dynamic Suprematism (1916; 102 x 67 cm (40 x 26 1/2 in)), in which the geometric patterns are totally abstract.

More in http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/malevich/sup/

27 de junho de 2006

Vergílio Ferreira (b: 28/01/1916; d: 01/03/1996)


(...)
- se eu soubesse a palavra,
a única, a última,
e pudesse depois ficar em silêncio para sempre...

In: Uma Esplanada sobre o Mar

26 de junho de 2006

Spiral of Silence



"Neumann (1974) introduced the “spiral of silence” as an attempt to explain in part how public opinion is formed. She wondered why the Germans supported wrong political positions that led to national defeat, humiliation and ruin in the 1930s-1940s.
The phrase "spiral of silence" actually refers to how people tend to remain silent when they feel that their views are in the minority. The model is based on three premises:
1) people have a "quasi-statistical organ," a sixth-sense if you will, which allows them to know the prevailing public opinion, even without access to polls,
2) people have a fear of isolation and know what behaviors will increase their likelihood of being socially isolated, and
3) people are reticent to express their minority views, primarily out of fear of being isolated.

The closer a person believes the opinion held is similar to the prevailing public opinion, the more they are willing to openly disclose that opinion in public. Then, if public sentiment changes, the person will recognize that the opinion is less in favor and will be less willing to express that opinion publicly. As the perceived distance between public opinion and a person's personal opinion grows, the more unlikely the person is to express their opinion."

© Universiteit Twente

More at http://www.tcw.utwente.nl/theorieenoverzicht/Levels%20of%20theories/macro/spiral_of_silence.doc/

25 de junho de 2006

Manoel Oliveira (b: 12/12/1908)




Descobri a palavra, quando segui um caminho cinematográfico que se afastava dela. Parece-me estar a descobrir agora um cinema mais longe da palavra. Talvez porque me saturei um pouco da palavra...

(entrevista com João Bénard da Costa, 1989)


A matéria não tem importância. O espírito é que tem. A arte é uma coisa mundana; aí não existe santidade. Trata-se de vaidade. A vaidade que acompanha sempre o homem. Por vezes estimula-o. A vaidade do bem é uma qualidade porque nos estimula para as coisas boas. A vaidade, o orgulho, tudo isso, é a mais terrível das coisas... Temos a sensação de que as coisas (os objectos de arte) vão ficar para sempre. Mas, os filmes estragam-se. Tudo se estraga. Esta ideia é terrível. Tudo acaba por acabar. Até o mundo.

in Conversations avec Manoel de Oliveira, Antoine Baecque e Jacques Parsi, ed. Cahiers du cinéma.

Mais informações sobre Manoel de Oliveira e sua obra em http://www.madragoafilmes.pt/manoeloliveira/#