20 de outubro de 2006

Ontem não te vi em Babilónia

"Uma noite ninguém dorme, e durante a meia-noite a as cinco da manhã, as pessoas sonham acordadas no sono: contam e inventam as suas vidas e as suas histórias, ou as histórias em que transformam as suas vidas, ou as vidas que transformaram em histórias. Podem ser vidas cruéis, de medo, de uma cicatriz interior, de algo que talvez fosse o Estado português de outros tempos. Podem ser vidas de amores passados, de lápides varridas, de um desejo de uma vida inteira, de se poder ser feliz sem pensar. Nestas histórias, nestes silêncios destas falas, nos risos e nas traições, vamos identificando a noite de um país, a noite cheia de vozes de todos nós, e a noite silenciosa que é o isolamento de cada um. Como diz o autor - “porque aquilo que escrevo poder ler-se no escuro”

Este é o texto de apresentação do novo romance de Lobo Antunes que a Fnac promete editar dia 24 e cujo lançamento está agendado para dia 26, às 18h30, no Teatro Maria Matos.

Ao ler a definição das noites de insónias e de silêncios povoados de histórias, lembrei-me imediatamente de O Marinheiro de Pessoa e já estou a antecipar o prazer de descobrir se estas intertextualidades têm razão de ser.

Sim, confesso, dia 24, às 10 h, vou comprar o livro, porque sou uma grande "groupie" do Lobo Antunes e porque ando desconfiada (já há muitos livros) que também ele sabe bem que o resto é silêncio.

3 comentários:

Mak, o Mau disse...

Resposta com piada de nível abaixo da média, direccionada apenas ao título do post:


"É natural, faz muito tempo que não vou à Amadora. Isso fica lá para os cus de Judas..."

Cuga disse...

Tens mesmo uma memória de elefante!

Kat disse...

Vocês estão mesmo num auto dos danados!