5 de agosto de 2008

Starbucks à Portuguesa!

47! Sim, quarenta e sete é o número de países que tem Starbucks (até a China tem Starbucks my friends), já escrevi sobre o franchising noutro post, por isso não me vou alongar nos motivos porque americanisei o gosto pelo café ao litro, apenas interrompo este período de trabalho e reflexão estival para anunciar que descobri onde vai abrir um Starbucks e... fiquei desapontada... Não é que vai abrir um Starbucks no Centro Comercial Allegro, em Alfragide?!? Em Barcelona, Madrid, Londres, Dublin e Roma, por exemplo, há quase um em cada esquina, todos virados para a rua, pois é um café que foi feito para andar a passear, em Portugal metem-no no subúrbio, num centro comercial! Ainda há esperança que venha um para o Chiado, ou para Campo de Ourique, ou para a Av de Roma, ou Av da Liberdade, sítios onde valeria a pena levar o machiatto a dar uma volta!

27 de julho de 2008

As Festas!

Na 5a feira fui ver A Festa ao Maria Matos. Um tema interessante, numa peça simpática, com bons actores. Claro que as festas e a amizade, não têm de ser necessariamente assim, intensas e sofridas, mas por vezes a vida imita a ficção, outras não!
Na 6a, para complementar o tema da peça, fui a uma festa com algumas estrelas menos conhecidas do rock and roll nacional. Uma noite longa que começou com chuviscos num terraço e acabou com o dia a nascer. Em época balnear também é refrescante conhecer pessoas que vivem de noite, que não gostam assim tanto do sol, mas que fazem justiça ao ditado "Don't judge a book by its cover!"

17 de julho de 2008

As Bibliotecas Municipais

Tenho uma intolerência crónica por instituições, entidades, etc, que prestam um mau serviço ao contribuinte. É frequente enfurecer-me e reclamar. Tenho a certeza que algumas lojas pediram as gravações da vigilância só para poderem imprimir a minha cara e enviá-la com um beware para as suas filiais... Este prefácio para dizer que sou esquisita e deixo isso bem claro, desde o primeiro momento.
Agora imaginem que, no meu país, no concelho onde vivo há 3 bibliotecas públicas que prestam um serviço aos meus olhos (críticos e picuínhas) absolutamente imaculado. Entro, não tenho de deixar mochilas, ou sacos, posso levar o portátil e tenho ligação à internet (ou então posso usar os computadores da Biblioteca) posso levar livros e cadernos de casa só para estudar e, no final, ainda posso requisitar 5 livros para ler, DVDs para ver e Cds para ouvir... uma maravilha...
Desconfiada, ao fim de um par de vezes com tudo a funcionar a 100%, passo ao nível seguinte e dirijo-me ao catálogo online para reservar um livro não disponível, com o meu nº BI e cartão de leitor. Achei que seria difícil... Isto na passada 6a feira à tarde...
Há pouco, recebo um telefonema amável e educado que me informa que o livro que tinha reservado já se encontra à minha espera. Fico muda, mas ainda consigo articular um obrigada comovido.
Será que há coisas que ainda funcionam? E que é possível o entendimento entre o homem, o computador e os telefones? Actualmente, quando quero um livro de ficção portuguesa, já não vou à Fnac, vou à Biblioteca que é perto de casa e longe de centros comerciais, é grátis e, no final da leitura, não ocupa espaço e pó (Sim, pois ao contrário do aforisma, o saber ocupa lugar, nas estantes da casa).

11 de julho de 2008

Bloody Mary!

Na 3a feira à noite voei para Londres; Na 4a de madrugada para Aberdeen; Na 5a de noite voei de volta para Londres; Na sexta de madrugada regressei a Lisboa. Tudo somado, foram duas noites no aeroporto e outra no albergue da juventude de Aberdeen e... (inacreditavelmente) sobrevivi: às noites no aeroporto, à chuva torrencial, com ventos fortes e frio de Aberdeen e a um congresso insípido onde a minha apresentação sobre Lobo Antunes foi colocada num painel com autores de traumas do holocausto. Perguntam: O que têm a Guerra Colonial e Lobo Antunes em comum com as vítimas do holocausto nazi? Vou tentar uma resposta: São todos seres humanos..? (menos o Hitler claro, que este blog não se mete em confusões)
O que perdi em horas de sono e viagens, ganhei em leituras:
Nenhum Olhar de José Luís Peixoto acompanhou-me bem na 1a noite em claro. (Aposto que nunca um livro da biblioteca municipal viajou tanto) Fiquei com vontade de ler todos os seus livros, sobretudo Cal (o último), Cemitério de Pianos e Morreste-me
Na noite de ontem, passada outra vez em claro, no aeroporto fantasma de Luton ainda me ri com o Stephen Clarke e mais um livro da série Merde, desta vez, Merde Happens, sobre a road trip nos EUA do protagonista Paul West, num Mini com a Union Jack pintada no tejadilho.
Para terminar, decidi começar o recém-comprado Bit of a Blur, the autobiography, de Alex James, o baixista dos Blur, um livro que me está a agradar imenso (se calhar porque tenho um fraco por baixistas).
Fiquei com pena de não ter comprado e lido os dois livros do Ewan McGregor (o único escocês, juntamente com o Irvine Welsh que me faz conceder ao país o benefício da dúvida e me deixa a pensar no mito do kilt) e do Charley Boorman, A Long Way Round e A Long Way Down, especialmente este último, que fala da viagem de mota desde a Escócia até à Africa do Sul. Ainda li os primeiros capítulos, que me aconchegaram os olhos num"Costa" dentro de uma Waterstone, mas ficaram na sua terra, pois quem viaja sem mala de porão tem de ser comedido.
Ah é verdade, Aberdeen é uma cidade bela, como toda a Escócia, muito verde, cheia de ovelhinhas daquelas repletas de pelinho, tem bom whiskey de malte e é inacreditavelmente BORING. Estar ali, junto ao mar do Norte, a pouca distância da Noruega, de gabardine, panamá impermeável, perdida numa terra cheia de histórias de escoceses fustigados e reprimidos pelo jugo inglês a cada esquina, em cada monumento e apeadeiro é extenuante, por isso venha daí mais um Bloody Mary e faço um longo CHEERS para comemorar o regresso ao sul!
PS: Ainda impreganada de fúria devoradora de letras, fui à Biblioteca devolver o José Luís Peixoto e trouxe o Pedro Paixão, o Jacinto Lucas Pires e o Gonçalo M Tavares para me aportuguesar ainda mais!

29 de junho de 2008

Má vizinhança!

AVISO:
Está prestes a ler um post que fala de futebol. Não se assuste e se necessário clique em cima em "blog seguinte", que não levo a mal!
Espanha começou este mundial desanimada, contra o treinador que deixou Raul em casa e a achar que ía perder logo à primeira. De tal forma era o contentamento descontente que escolheu como lema para o seu autocarro: "Pase lo que pase España Siempre!"
Não sei o que querem dizer com o futebol cínico dos alemães, mas sei que os espanhóis jogam bem e se esforçam. Sei que muitos espanhóis gostam de Portugal e não consigo compreender que pessoas que não têm ascendência alemã, nem estudaram na escola alemã, nem trabalham na auto europa, gostem da Alemanha só porque não é Espanha, ou seja, só porque não é o país vizinho! Levado a um extremo doméstico é o mesmo que dizer: Não me importo que a malta no Porto guie Aston Martins e Ferraris, desde que o meu vizinho da frente continue a ter um Fiat punto!

19 de junho de 2008

Obsoletismos

Há coisas que já não têm lugar no nosso tempo, na nossa cidade e nas nossas vidas. Há muito que esta ideia de aniquilar o que está em desuso me ocupa e hoje partilho apenas algumas das conclusões a que cheguei.
1º Há que distinguir o obsoleto puro do vintage: o primeiro é tudo o que por mais que puxemos pela cabeça não tem mesmo nenhuma razão para existir, o segundo não tem razão para existir mas é giro e está associado a um ideário de nostalgia que nos remete para dias felizes. Obsoleto é old fashion e dated; vintage é trendy e cool.
(EX: Uma camisa com enchumaços, branca com botões dourados, dos anos 80, é obsoleta, um blusão branco às riscas coloridas da Grundig, é vintage; Uma passagem de nível sem guarda é obsoleta, um cruzamento é vintage, num país que se "rotundizou" de norte a sul)
Hoje apresento apenas uma pequena lista das coisas que deixaram de fazer sentido:
1º As sirenes dos bombeiros a assinalarem o meio-dia: a malta tem relógios, telemóveis, Ipods, e outros artefactos, não necessita de ser assustada com um apito estridente que apenas nos informa que o "bom dia" cedeu o lugar ao "boa tarde"!
2º O Festival da Eurovisão e as Misses (nem é preciso explicar, certo?)
3º Alarmes para os carros (Só promovem ruído numa época em que o que está mesmo a dar é o carjacking)
4º A expressão "Deves ser filho do padeiro, ou do leiteiro". A expressão pode continuar a ser usada mas actualizada: "Deves ser filho do homem do sapo, do meo,da clix, da TvCabo..."

12 de junho de 2008

OPORTUNIDADE: Só o Próprio!

Vende-se bidão de 25 litros cheio de gásoleo, marca conhecida. Preço: 60€ (inclui deslocação, num raio de 10 Kms na zona da Grande Lisboa)

4 de junho de 2008

"IKEAIZADOS"

Tenho um talento especial, que para muitos é considerado um defeito, de ser capaz de dizer, com alguma probabilidade de acertar, a proveniência de roupa, sapatos, identificar o cheiro de um perfume feminino (e por vezes até masculino), relacionar citações com autores conhecidos e detectar a proveniência do mobiliário que decora os interiores das casas.
Ultimamente, seja em casa de amigos, seja em filmes franceses, ingleses ou suecos (o que é mais compreensível), seja em novelas, em programas de remodelação de casas e afins que seguem ao sabor do zapping nos meus dedos, só detecto IKEA por todo o lado…
Por isso afirmo: Estamos a ficar “Ikeaizados”!
Já não temos uma estante: Temos um Billy ou um Bond e, por mais que aprecie personificações, começo a achar demasiado fixar tantos nomes. O Ikea democratizou em pleno a decoração de interiores e exteriores e para tal usa a estratégia mais simples: As peças de mobiliário e decoração fazem parte da família, por isso têm nome!
Tenho estado a pensar que se a concorrência descobre, vem aí um manancial de nomes à portuguesa. Eis um esboço de uma possível lista da Moviflor:

Mesa de Jantar: Michel

Móvel de TV: Cristiano

Mobiliário de Marquise: Aníbal

Banco: Mourinho

Cama: Soraia

Caixote de Reciclagem: Sócrates


Outros objectos poderiam ostentar nomes bem portugueses como, Vanessa, Tânia, Rute, Elizabete, Sandra, Carla, Andreia, Vladimir, Alex, Rui ou mesmo os clássicos, para linhas intemporais, Maria, Pedro, Duarte, Inês, Teresa, Madalena, Catarina, Afonso, Dinis, Mariana, António, Francisco, João, Miguel, Isabel, Ana, ou Bernardo.

24 de maio de 2008

Eu já sabia que era importante...



Motor, 2.0 diesel, possibilidade de tracção às 4 rodas...
A Ford acertou: Se eu fosse um SUV seria um KUGA!

21 de maio de 2008

PC (Personal Computer) e PC (Personal Condom)

Era o que me fazia falta, um preservativo pequeno para colocar nas flashdrives, vulgo Pens (não sei porquê, a não ser que seja abreviatura de pénis).
Desde que o meu falecido PC foi para os cuidados intensivos e teve dois AMIs (acidentes de memória interna, em linguagem pouco informática) nunca mais fui a mesma utilizadora: agora, ninguém toca no meu laptop (palavra que também dava para umas boas piadas, mas adiante), até porque aquela reportagem dos teclados estarem pejados de coliformes e serem piores que um tampo de retrete surtiu efeito no meu lado enojado de tudo.
Porém, de vez em quando, é necessário introduzir a dita "pen" de terceiros para partilhar informação, trabalhos, etc. Aí começo discretamente a tremer e a temer pela integridade do top que está no meu lap ou, para ser sincera, em cima da secretária. A pen entra, a pen sai e eu respiro de alívio e venho cá fora fumar um cigarro (ok, não fumo, mas se fumasse, vinha cá fora, pode ser?).
O meu Personal Condom dá pelo nome de McAfee, mas nada me garante que esta coisa com nome escocês me proteja de toda a porcaria que pode estar nas pens mais promíscuas. O que eu queria era um preservativo pequeno para colocar em segurança na saída usb de cada flashdrive. Aí sim, poderia partilhar apresentações power point, ficheiros excel, word, fotos, etc, tudo em segurança. Na informática, como no sexo, a segurança é um bem essencial, daí as semelhanças que existem entre os dois.

18 de maio de 2008

QV

Qualidade de Vida:
Ter dinheiro para fazer opções é uma forma de procurar a qualidade de vida que se deseja, certo? Então, se assim é, por que é que a classe média alta portuguesa associa qualidade de vida aos seguintes bens/ comodidades:
- Apartamento no centro ou num bom subúrbio de betão, mas caro, muito caro e com quarto para a empregada;
- Carro muito caro, de preferência metade do valor da casa até porque a empresa, assim como assim, é que paga. Por extensão deste ponto telemóvel e gadgets a condizer, tal como a roupa (de marca e, claro, cara).
- Filhos num colégio caro, onde podem conviver com outras crianças com pais que guiam carros topo de gama e vivem em casas encaixotadas, com empregada.
Isto tudo parece supérfluo mas é de extrema importância uma vez que a casa precisa de ser grande, pois tem de ter quarto para a empregada que assegura que os filhos, quando chegam na carrinha do colégio caro, não ficam sozinhos até que os pais cheguem, ao fim de muitas horas ausentes, no seu carro topo de gama.
Quanto mais vejo os meus semelhantes mais me convenço que qualidade de vida é poder ir a pé até casa almoçar com a família!

29 de abril de 2008

A Vida nas Ilhas...

4 dias passados nas ilhas e constato o seguinte:
Os irlandeses só não são britânicos por mera birra religiosa. Importam tudo o que podem da ilha vizinha ou do país mais acima e o sector editorial vive da produção made in UK, a preço convertido em Euros.
Em termos televisivos a Amy Winehouse estava a ir mto bem, com mais uma detenção, até terem descoberto um casal irlandês perfeito, namorados de infância, com um casalinho de filhos: Alegadamente este plácido pai de família, provavelmente por estar deprimido, resolveu matar a mulher, pegar fogo à casa com os filhos lá dentro e suicidar-se de seguida... Achei que havia primeiras capas de tablóides para uma semana, mas não... Vem um senhor de 70 anos austríaco e estraga tudo: O dito encarcerou a filha na cave de sua casa, durante 24 anos e neste interregno de quase um quarto de século, a filha, hoje com 42 anos, teve 7 filhos/netos do senhor!
Conclusões lógicas disto tudo (regadas por algumas pints de Guinness):
1. Há qualquer coisa de Hitler e Anne Frank nisto tudo...
2. Se calhar o outro Guinness devia atribuir uma entrada a este senhor, já que ele bateu o outro austríaco raptor, por muitos anos!

24 de abril de 2008

Cheers!


© http://powerfullbrands.blogspot.com

23 de abril de 2008

Vi(d)a Pública

É sempre assim: Abro a caixa do correio e vejo-o, banco e verdinho com um "vêzinho" - o extracto da via verde! Todos os meses a mesma coisa. Ainda consigo enganar o extracto do Cartão de Crédito pagando em numerário, mas não me dá jeito parar nas portagens, para tirar o ticket (bilhete) e depois parar, novamente, para pagar, só para "eles" não me controlarem a vida e o saldo!
Todos os meses lá vem a história da minha vida escarrapachada, impedindo-me de esquecer todos aqueles sítios onde fui. E depois, a forma de débito, também ela sinistra e sempre presente, bocadinho a bocadinho, ao longo do mês: Agora tiram 65€, depois mais 42€, depois mais 71€. Tenho a sensação que se um dia deixar de andar de carro e passar a usar outros meios de deslocação que não incluam ir a pé, de patins, troinete ou de bicicleta (pois demoraria dias a chegar) a Brisa me telefona a saber se estou bem.
Ainda o extracto... No final, uma alegria, 2 parques de estacionamento: um das Amoreiras e outro (estupidamente caro, mas um oásis na cidade) do Chiado. Balanço final: No mês de Fevereiro/ Março saí inúmeras vezes em business e duas em pleasure!
PS1: É possível fazer 7 minutos da portagem da Coina até à ponte 25 de Abril, sem cometer infracções.
PS2: Sei que o título do post ficava mais apelativo se o "l" também estivesse entre parênteses, mas perdia-se a contextualização...

22 de abril de 2008

¿Por qué no te callas?

...o que me apeteceu perguntar ao Nick Cave ontem, ao fim de dois encores, num total de 9/10 músicas (já não sei).
Quase duas horas e meia de concerto, com um som apurado e o Nick Cave sempre com uma voz poderosa, intercalando os Obrigado e Muito Obrigado, com insultos ao público, empregando todas as combinações possíveis de fuck e seus derivados (pretérito perfeito; gerúndio, presente, condicional....) antes de cantar mais uma baladinha do género Oh Lord Jesus....
Para quem vinha de um Estoril Open cheio de afectação (tá ver o Manel... olhe, ali querida, tá a ver?) entrar na caverna dos Cavettes foi uma experiência esquizóide. Sim, ainda há Cavettes e alguns deles não têm mais que 18 anos. O bom deste concerto foi ficar com algumas certezas inabaláveis:
Tenho mais amigos que gostam de Nick Cave do que de ténis ( a dada altura, achei mesmo que tinha voltado aos anos oitenta, às famosas festas do liceu);
É mais fácil arranjar bilhetes para música do que para desporto;
O Nick Cave pinta o cabelo e tira os pêlos do peito;
A droga não afecta as cordas vocais e faz emagrecer.

21 de abril de 2008

Grandes pequenos momentos

Highlights do par de horas que estive no Jamor a ver um Ucraniano rico que não quer trabalhar :
1. Eu se fosse o Davydenko faria o mesmo. Considerando que o Federer não vai a Monte Carlo e que as suas chances eram melhores e que a coisa estava difícil, nada como entrar no 2º set em cheio, quebrar o serviço e dizer que dói a perna...
2. As pulseiras da senhora sentada atrás de mim a ressoarem qual chocalho nos meus ouvidos delicados e todas as loucuras que ela faria com o Federer (não percebo a razão pois o homem NÃO é giro, ok?). Vinguei-me da forma mais torpe, quando ao fim do 1º set a vi atirar a objectiva para focar o Roger a despir o pólo: Quando estava prestes a disparar, levantei-me e estraguei-lhe a foto com o meu trench de marca!
3º Conheci o Mak que leva enchidos para o jogo, mas são todos pata negra!
4º A frustração de não conhecer a SFF.
Não voltarei ao Jamor tão cedo porque as pessoas, ao vivo, não se podem colocar em off! No entanto, grande primeiro (e único) set!
Se o Cave desistir a meio do concerto de logo começarei a acreditar na teoria da conspiração...

18 de abril de 2008

Ainda o Alerta Laranja

Só agora se fez luz nesta cabeça castanha!
O alerta da protecção civil tinha a ver com a demissão do Menezes e de mais uma crise de liderança no PSD!
Por isso é que a intensidade era maior no Litoral Norte!
Estou oficialmente em alerta beje com todas estas inutilidades!

- Logia Meteo ou Astro?

Levo muito a sério alertas de todas as cores relativos ao mau tempo. Não por obsessão cromática, mas porque me habituei a acordar numa cidade, trabalhar noutra e a ter de me vestir às camadas, por sair com 5 graus, às 5 da manhã, e o termómetro marcar 25 graus ao meio-dia. Por isso, após uma viagem agitada, "aconchegada" por lençóis de água e ventos fortes, ontem à noite levei a sério o aviso da protecção civil que declarava alerta laranja até domingo à noite. Cheguei a casa, tranquei as portas e janelas, dei-me por contente por não ter quintal com chapa ondulada e fiz inúmeros telefonemas a cancelar compromissos e a comprometer-me a fazer E-working em casa que me vai fazer perder mais umas horas do que se o fizesse in loco.
Acordei à espera do dilúvio, da intempérie e da certeza que os mais avisados são os melhor informados. E às 7 da manhã abro a janela para um sol magnífico, acompanhado de uma ligeiríssima brisa... Ok, passado uma hora e meia lá caiu uma chuva forte, mas que não valia um alerta rosa clarinho ou lilás...
Isto da Meteorologia é como os signos, pura adivinhação. Assim sendo declaro que estou em alerta púrpura e amarelo até segunda que ao menos são cores que estão na moda nesta estação!

15 de abril de 2008

On the Road / On the Air

... Ou o meu encontro com o Oceano Pacífico

Percorrer quilómetros à noite é uma experiência boa para quem gosta do silêncio. À noite, numa auto-estrada do sul do país tudo é mutismo, interrompido brevemente pela ultrapassagem a um ou dois camiões de transporte de mercadorias. Mas tanto silêncio ao fim de um dia de trabalho, de forma repetida, também cansa. Sim há Cds, sim há dispositivos para sintonizar uma frequência desocupada e ouvir o Ipod, mas não, quando passa das 22 já não há paciência para procurar frequências, nem escolher um Cd.
Quem viaja na A6, a partir das 22h tem ao seu dispor poucas rádios - Antena 1, Antena 2, RFM , RR e Comercial - a partir de Montemor-o-Novo já se ouve a M80 e passando a saída para Setúbal já se sintoniza a Radar. Até lá é o deserto feito de rádios locais que não são nenhum oásis.
Ontem ouvi o Oceano Pacífico na RFM. Antigamente era a estação do slows que se gravavam em cassetes para levar para as festas de garagem… Hoje, ou melhor ontem, imaginem que ouvi Alphaville (Forever Young); Phill Collins (Against All Odds); Brian Ferry (Don’t Stop the Dance) e gostei. Claro que tudo tem limites e, esporadicamente, para evitar o vómito (Stings pós-police, Represas pós-Trovante e afins) tive de intercalar com Linkin Park (sim, confesso que gosto e sei de cor o Shadow of the Day e, ainda por cima, era apropriado ouvir o Minutes to Midnight) noutras rádios supracitadas.
Desisti, auditivamente exausta e farta de tanto zapping, perto da Ponte 25 de Abril e acabei por colocar o CD com a banda sonora do Kill Bill 2:

.... And when I arrive at my destination, I am gonna kill Bill...

(Ainda bem que cá em casa ninguém se chama Bill...)

8 de abril de 2008

LONG LIVE THE LOW COST!

Antigamente ir a Barcelona, Berlim, Londres, Paris, Copenhaga, Madrid, Veneza, Milão, Bruxelas, Amesterdão, Genebra, Budapeste, Varsóvia, Praga, Dublin, Munique, Estocolmo, Atenas, Roma ou Helsínquia, era uma aventura (muitas vezes digna de inter-rail). Hoje é mais fácil e mais barato que ir até à capital do móvel (Paços de Ferreira). Já não vamos a Londres por nada de especial, apenas para ver uma exposição, ou uma peça de teatro; Vamos a determinada cidade só para passear e escapar da rotina, sem nenhum programa definido. As low cost mudaram a nossa forma de viajar, retiraram-nos o remorso de ter de aproveitar a ocasião de uma vida, devolveram-nos o prazer de apreciar, ou não, o que uma cidade tem para oferecer, simplesmente por termos como dado adquirido a certeza que podemos sempre voltar. Daqui 2 semanas irei de novo a Dublin: não gosto especialmente da cidade, não tem nada de fascinante, para além da eterna veneração de ser a terra do Beckett e do Joyce (mas até eles sairam assim que lhes foi possível) mas ao menos falam inglês, paga-se em Euros e tenho previsto um encontro com um amigo. É bom fugir à rotina e eu só consigo escapar à minha vida "on the road" se for de avião!