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4 de maio de 2007

Hotel Babylon

Para os fanáticos de séries aqui vai uma sugestão: Hotel Babylon. Na BBC já vai no fim da segunda temporada e será uma questão de tempo, até chegar até nós. Trata-se do drama nos bastidores de um hotel. A mim (que ainda não vi) parece-me mais uma espécie de "Barco do Amor meets Dallas", fora de água num hotel, mas pode ser só impressão. Fica link, para quem está ávido de novas coisas para ver.

2 de maio de 2007

Beware!


13 de abril de 2007

Hoje quero ser Arquitecta!

Há uns anos, no tempo em que o Herman ainda tinha os esqueletos trancados no armário e conseguia ter graça, havia uma célebre personagem feminina que afirmava: Hoje chame-me engenheira, hoje quero ser arquitecta, e por aí fora...
Vem isto a propósito do Sr. Sócrates: "Independentemente" do curso que não tirou, se fosse a ele cada dia escolhia um título:
Reunião com a Comissão da OTA: Engenheiro Civil e Areronáutico
Reunião com um grupo de ambientalistas furiosos com as cimenteiras: Arquitecto Paisagista
Reunião com os Ministros das Finanças Europeus: Doutor em Macroeconomia
E, a minha preferida, transmissões televisivas: Filósofo (Assim o Zé Alberto podia dizer: Temos hoje connosco o Filósofo Sócrates)
O que acha Sr Sócrates? Assim como assim, ficção por ficção, sempre variava e fazia boa figura!

19 de março de 2007

A Ressurreição!

O momento cinematográfico ideal para a Quaresma:
Rise Lord Vader!
O imaginário de Star Wars assenta na mesma concepção maniqueísta, intríseca ao catolicismo, com paralelismos muito semelhantes: Darth Vader é o Anti-Cristo cuja queda antecede a subida fugaz que o conduzirá ao mundo das trevas. No momento da sua entronização como senhor do mal as suas palavras revelam ainda alguns traços de humanidade, ao demonstrar preocupação com Padmé. É esta centelha de humanidade que o impede de conquistar a galáxia.

9 de março de 2007

Shakespeare sketch: The making of Hamlet

Rowan Atkinson and Hugh Laurie no seu melhor! Antes de ser House, já Laurie brilhava em Black Adder. (Fantástico como King George na série 3, a minha preferida)

6 de março de 2007

Analogias

O Prison Break deu-me uma ideia: Vou tatuar a A6 e a A2 nas costas para ver se consigo fugir. Só ainda não decidi onde vou colocar o nó da Marateca - se calhar perto do sovaco, tendo em conta o cheiro...

2 de março de 2007

Eufemismos e Status Quo

Nas classes médias altas, que não têm muito dinheiro, mas têm (como certas casas à Lapa) imenso Cachet, há certas maleitas (dramas, enfermidades, doenças, condições, hábitos) que adquirem um "je ne sais quoi" de glamour, por força o eufemismo e da terminologia. Aqui vão alguns exemplos em dois pequenos parágrafos ficcionados:
Caetana era uma menina feliz; quem falava com ela jamais poderia imaginar o pesadelo que carregava desde tenra idade: O marido da mãe tinha abusado sexualmente dela, a mãe, fruto da profunda depressão em que se encontrava, tinha desenvolvido um problema com a bebida e Lourenço, o irmão, ainda não tinha saído do penico para a retrete e já tinha um sério problema de pediculose!
Soraia era uma miúda feliz; quem falava com ela jamais poderia imaginar o mal que vivia desde pequena: O padrasto tinha-a violado , a mãe, depois de a ter abandonado duas vezes, estava sempre bêbeda e Fábio, o irmão, ainda não tinha saído do bacio para a sanita e já tinha o cabelo cheio de piolhos!

14 de fevereiro de 2007

Há Festa em Belém (Ainda Marrocos)

Chega hoje uma delegação de Marrocos a Portugal que será recebida pelo Presidente em exercício. Será que trazem presentes? Cachimbos e aqueles tubérculos que se colocam no chá e que depois de bebidos pelo casal garantem uma "all night long"? Será que o casal Silva vai passar uma noite de São Valentim inesquecível? Em Belém ou no Possolo?

10 de fevereiro de 2007

O Referendo que se Segue:

«Concorda com a despenalização de downloads de filmes e músicas, se realizados, por opção do utilizador, nos primeiros 10 dias do seu lançamento, em PC com sistema operativo legalmente autorizado?».

Lembro que é um crime punível até 3 anos de prisão. Vamos lá então acabar com a vergonha dos jovens na prisão, só porque não têm dinheiro para comprar CDs e DVs!

30 de janeiro de 2007

Proposta de alteração à expressão 3731/3ab/2007

Tendo em consideração a proliferação de lojas chinesas, a par com bancos (Vide Rua Ferreira Borges, a Campo de Ourique) e visando a reintrodução da expressão em epígrafe, sugiro a seguinte alteração:
"Já chegámos à China, ou quê?"
em vez da expressão, em desuso:
"Já chegámos à Madeira, ou quê?!"

Conversa fiada... na China (lado A)

- Já viu sotôr, aqui na China todas as lojas são chinesas...
- Tá bem visto, sim senhor!

Conversa fiada... na China (Lado B)

- Afinal ele não é assim tão giro! Visto daqui debaixo é só nariz...
- Deve ser para farejar melhor os negócios...
- Pois, deve ser.

18 de dezembro de 2006

Teste à Inteligência

Numa festa ouvi duas histórias cada uma numa sala diferente:
História um:
Rapaz solteiro que fez sozinho, durante um mês, 16 500 Kms de mota pela Europa e que vinha cheio de mapas para melhor explicar as suas estórias.
História dois:
Casal recém-casado que chegou com o portátil cheio de fotos da boda e da lua de mel na Tailândia.
Pergunta 1:
Que história teve mais ouvintes?
Pergunta 2:
Qual das histórias decorria mais próximo da casa de banho? Porquê?
Pergunta 3:
Só com estes escassos dados qual das histórias preferia ouvir?
A resposta às duas primeiras perguntas será dada oportunamente.
Moral das histórias: É viável a Paz no mundo, pois é possível o banal conviver com o inusitado, desde que se faça um esforço!

15 de dezembro de 2006

Palavras Difíceis

Muitas palavras difíceis juntas… Muitas vozes, demasiadas vozes que intervalam o coro de outras vozes, muitas palavras difíceis juntas. Tudo isto tem o Ontem não te vi em Babilónia, de Lobo Antunes. O autor encontrou o nome do livro num muro em Jerusalém e não me admira que o tivesse adoptado de imediato pois todas as vozes que vivem dentro deste livro coabitam na Babilónia privada do autor.
Quem já experimentou ler Lobo Antunes sabe que não é tarefa ligeira, não se leva para a praia e para a piscina, para o metro e para o WC. É um autor omnipresente, porque exigente, reclamando a atenção constante do leitor, a perseverança e a capacidade de voltar atrás. Criou-se a reputação que “os seus livros não são de leitura fácil”, da mesma forma que se colou com super-cola três a noção que os filmes do Manuel Oliveira são “parados”.
Passando à Babilónia que é o livro, admito que é complicado, exigente e não dá tréguas! OITO narradores, cada um com uma versão, poucos nomes para os identificar e uma ilusão onírica, presente na noite de insónia que os tais OITO narradores experienciam em simultâneo. Não se lê de uma assentada, nem ficamos com vontade de ver como a história se desenrola, pois o mote é imutável, apenas com alterações de ponto de vista.
Fascina-me a forma como Lobo Antunes está a fechar-se nas letras, como cada vez mais escreve para si, encerrado num mundo de vozes repetidas, que alternam com silêncios prolongados. Não sei se desliga o aparelho auditivo para sentir melhor estas vozes e se isolar no silêncio, não sei se aprendeu a estratégia da repetição com os doentes que teve, o que é facto é que este livro está cheio de ecos. Nenhum dos narradores conta uma história cronologicamente ordenada, antes se perdem nos fios da memória e nas frases recorrentes que povoam os seus cérebros em tumulto, repetindo um refrão (quase ladainha) até ao ponto de saturação.
Admito que gostei de ler, não tanto por o que o livro me deu mas pelo que me mostrou ter escondido – as obsessões, a solidão e o silêncio da noite. Gostei de perceber que Lobo Antunes está a ficar Beckettiano, Joyciano e até mesmo Pessoano (se pensarmos n'O Marinheiro) já não escreve histórias, compõe minuciosamente textos feitos de palavras… Muitas palavras difíceis juntas...