3 de janeiro de 2008

O que vou mudar em 2008

Tomei a minha resolução de ano novo: Vou começar a fumar!
Já comprei um maço de cigarros (dos ducados extra-longos que agora, ao ar livre, já não incomodam com o mau cheiro e duram mais). Vou começar a fumar sem travar: É cool, conhecemos malta radical e ainda por cima o patrão tem de permitir uma pausa no trabalho. O meu próximo objectivo é trabalhar no 27º andar de uma torre qualquer, onde cada cigarro deve dar para meia hora de borga! Tudo em prol do bem do próximo e do bom ambiente. Com sorte ainda vou ter direito a baixa para desintoxicação à conta do contribuinte... O único senão da nova lei é que as coffee shops me parecem cada vez mais distantes do nosso futuro próximo!

1 de janeiro de 2008

The Morning After: Portugal on Prozac


Image Copyright here
Sinto que em 2008 há finalmente sinais inequívocos de retoma!

Digo isto porque:

1. Não recebi sms parvas a desejar bom ano. (o ganho de cada um foi a perda das operadoras)

2. Não vi gente nas ruas a gritar em histeria, nem a buzinar. (Poupando combustível e recursos ambientais)

3. Almocei num restaurante cheio, mas sem fumo. (A comida ainda tem cheiro, mas deve ser por pouco tempo)

4. O primeiro dia do ano vestiu-se de cinzento. (Para não se pensar que podemos ser coitadinhos mas, ao menos, temos a luz e o bom tempo)

Estou convicta que este é o ano em que Portugal vai mudar. Agora sim, estamos mais próximo da sofisticação civilizacional que nos aproxima dos povos evoluídos e ricos... Agora sim, podemos dizer, sem constrangimento, que somos um país oficialmente deprimido!

29 de dezembro de 2007

Questions, questions...

As três perguntas no top das mais batidas da semana são:

1. Então e o Natal foi bom?
2. O Pai Natal foi generoso?
3. O que fazes na passagem de ano?

As respostas que ainda não dei e que aproveito para tornar públicas:

1. Não, estive doente!
2. Deixei de acreditar nessa personagem ficcionada com cinco anos.
3. O que é que achas?

As respostas educadas que costumo dar em locais públicos, onde tenho de dar a cara e o nome:

1. Foi.
2. Bastante.
3. Ainda não sei.

21 de dezembro de 2007

Linha de Metro nº 55 - Destino: Silêncio!


© CUGA
Gare du Nord, Bruxelles, 18/12/2008

13 de dezembro de 2007

Reform Treaty/ Lisbon Treaty/ Lisbon Reform Treaty


Hoje, em Belém, de Lisboa, Portugal (não da Judeia, actual Israel, pois a época do ano presta-se a mal-entendidos) 26 estados-membros assinaram o Reform Treaty. Porém, o "nosso" Primeiro Ministro apostou na diferença e, graças às boas notas e aos profundos conhecimentos que adquiriu nas suas aulas de ESP CE (English for Specific Purposes for Civil Engineering), assinou um Lisbon Treaty. (Este já é o sétimo tratado, ao longo da história, a ser baptizado com este nome: No primeiro , assinado em 1688, colocámos um fim ao reinado Filipino...) Umas horas depois o PCP, imbuído do espírito natalício e solidário que caracteriza os ateus, quis partilhar com o povo a ratificação desse tratado, através da solicitação imediata de um referendo. E agora, pergunto eu, qual vai ser a pergunta:

Concorda com o Tratado Reformador?

ou

Concorda com o Tratado de Lisboa?

ou

Concorda com o Tratado Reformador de Lisboa?


O povo assim fica confuso e mais uma vez prefere passar o dia a tirar borbotos das peúgas e das camisolas de angorá a ir votar!

10 de dezembro de 2007

Falta-nos um bocadinho assim pequeno... (versão 2.0)

...para sermos como o resto da Europa. Sim, é verdade, já há uma Disney Store em Portugal (nesse monumento ao bom gosto que é a catedral do consumo lisboeta: O Colombo!)
Acabou-se o deslumbramento das idas à Disneyland Paris, das visitas a Oxford St ou a Convent Garden, ou até mesmo das incursões mais marginais a um centro comercial nos subúrbios de Madrid. Agora já temos o Pateta, o Donald e o próprio Mickey junto a nós.
Claro que o conceito Disney do momento não vive dos eternos, mas dos efémeros automóveis do Cars, das ratazanas do Ratatuie, dos Piratas das Caraíbas, e das princesas, muitas princesas com centenas de acessórios. A magia ao alcance de uma voltinha de metro, autocarro ou carro perde algum encanto, mas é o sinal dos tempos.
Pergunto-me se no dia em que abrirem as primeiras lojas Boots (nas Amoreiras) e Gap (na Av da Liberdade ) ou o primeiro Starbucks e a Muji (espero que no Chiado, que foi talhado para ambos) ficarei assim, com este misto de comoção e desilusão.
E se, de repente, só nos faltasse um Guggenheim às portas de Chelas, perto da Belavista, para acreditarmos que vivemos no paraíso... Que mais poderíamos desejar? Manolo Blahnik na Praça de Londres?
Depois da Fnac e do Ikea eu já não peço muito, apenas o Starbucks e a Muji, mas qualquer dia eles chegam e trazem, à semelhança do que acontece na Europa "evoluída, cosmopolita e consumista", uma câmara de vídeo em cada esquina para verificar o conteúdo do latte machiatto, ou a cor das recargas das canetas que levamos no saquinho de papel pardo!

De Boda!

Este fim de semana fui a uma boda espanhola, com direito a todos os ingredientes kitsch que a vossa imaginação esteriotipada possa conceber. Houve despique entre convidados da noiva e do noivo, houve tunas e houve dj latino, tudo num hotel a condizer, tal como os pratos, que eram quadrados, triangulares, ovais... O melhor de tudo foi a implementação da nova política anti-tabagismo: Aquando do nível 3 (a última sala onde finalmente nos sentámos para jantar, depois de duas salas de bebidas e de entradas) fomos informados de que não era permitido fumar. Ora nem foi preciso chegar à oferta dos puros da praxe para a lei ser sumariamente ignorada: Ao fim do prato de embutidos já estava um cinzeiro em cada mesa, a meio do sorvete que fazia a ponte entre o peixe e a carne, eu já tinha o cabelo fumado e depois da sobremesa já conseguia ver com bastante dificuldade os meus companheiros de mesa! Foi uma verdadeira animação!(Tirando para aqueles que não chamaram um táxi, ou optaram dormir no hotel e encontraram a polícia ao virar da esquina que optou por não ignorar a lei da condução sob o efeito do álcool e prendeu uns quantos convidados!)

7 de dezembro de 2007

D. Sebastião

Em dias de nevoeiro percebo por que é que se fala de D. Sebastião e do seu regresso: Se calhar ele até voltou mas, como estava nevoeiro, ninguém viu! (Assim também eu!)

5 de dezembro de 2007

Jardim dá Lugar a Pinhal!

Podia ser um post rural mas não, é só ao que chegou a crise na Banca em Portugal! O que só prova que o nosso país é uma grande horta e ainda há muito a semear...

4 de dezembro de 2007

HELLZAPOPPIN e SPAMKILLA em Repeat

Hellzapoppin é uma banda que me lembra Bauhaus e, modernamente, She Wants Revenge; Spamkilla é um projecto a solo, de one man's band in a box; Juntei-os no mesmo post, por causa do Pots. Cliquem nas bandas para acederem às músicas. Se quiserem versão CD para oferecer este Natal, também se arranja...

1 de dezembro de 2007

A Tradição já não é o que era...

Hoje, dia 1 de Dezembro é feriado e quase ninguém repara, até porque é Sábado e se não fosse a greve da função pública não teria havido ponte! No entanto, abro os jornais e vejo que hoje é o dia mundial da luta contra a sida. Ou seja, já ninguém quer saber da Restauração da Independência. Pergunto-me:
Será que o dado é tão adquirido que já foi esquecido?
Será que podíamos espanhóis que ninguém se importava?
Será que o feriado caiu em desuso?
1640 foi há muito tempo mas, se calhar, há por aí muito boa gente com saudades de 1639!

28 de novembro de 2007

Xmas Letter

Dear Mr Father Xmas:
For the past twenty years I've been noticing that you have been systematically ignoring all my Christmas requests. After reflecting upon all the circumstances I've concluded that this has happened probably due to two main factors:
1st: I haven't expressed myself in a language that you are familiar with.
2nd: I haven't been asking the right presents.
Thus, this year, I'm determined to make amends, change the equation and write in a language that everybody understands, asking for the right stuff. Here goes....

Dear Father Xmas,
All I want for Xmas is:
Wars
Terrorism
Increase in the interest rates
Plagues
Earthquakes
Any other thing You may find convenient and appropriate.
Love,
Cuga

PS: If you think that's not enough, you can always give me the Mini Cooper D in Red and White (Xmas colours)

26 de novembro de 2007

O Rio das Flores (de papel)

O novo livro do Miguel Sousa Tavares preenche, desde a semana passada, e depois do Lobo Antunes (O Meu Nome é Legião) o lugar na minha cabeceira (cortesia do Ouriço que mo emprestou). Comecei a ler e avancei rapidamente, página atrás de página... Convenhamos que para quem está habituada a Lobo Antunes, Tavares é brincadeirinha: faz sentido e tem muitas descrições de tudo e mais alguma coisa (desde a tourada, com alguns erros que os aficionados depressa detectam, à história do café no Brasil, das fazendas, etc...).
Deve dar trabalho escrever uma prosa assim, recheada de detalhes, tudo para contar a vida de um homem que até se podia escrever num parágrafo longo, não fosse o gosto pelo pormenor histórico tomar conta do enredo!
Já tinha lido o Equador que achei "honesto" (assim nem carne, nem peixe, mas simpático). Não vou acabar de ler o Rio das Flores, pois tem um mar de letras em que quase me afogo. O narrador fala, fala, fala e não me diz assim nada de muito especial. Reconheço a mestria em escrever tantas páginas, com tanta investigação, reconheço que há uma voz, pois ambos os romances têm a marca do seu autor, porém, sinceramente, essa voz é muito enfadonha e repetitiva.
Depois da viagem a São Tomé e um pouco da Índia, vem agora o Brasil. Imagino que o próximo romance terá Macau como cenário, tendo em conta que preenche os requisitos mínimos que o MST necessita: ser longe, exótico e já ter sido português!
PS Para todos os que gostaram deste livro: não me levem a mal, afinal eu gosto de Lobo Antunes!

Mr Freeze Chávez

Tendências Políticas para Outono/Inverno: Silêncios Congelados



O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que as relações diplomáticas do seu país com a Espanha e a Colômbia estão "congeladas", noticiou a edição on-line do diário espanhol "El País". (IN: Público 26/11/2008)

23 de novembro de 2007

Em Alvito

Ontem estive em Alvito. Também existe o Alvito, do parque infantil e das senhoras que não pagam impostos, nem cobram IVA, mas ontem estive em Alvito, no Alentejo.
Fui tomar contacto com o espólio de um poeta, já falecido, com vista à publicação de material inédito. O que até ontem era só silêncio de alguém desconhecido ganhou a forma de cartas, carteiras, cartões, cadernos e chaves...
Ontem, sem estar à espera, adoptei um morto!

21 de novembro de 2007

Preço sob Consulta

Chega a esta altura e toda a gente começa a fazer listas de presentes: a daqueles que amamos (sempre em número 1) a dos "assim-assim", a das obrigações e retribuições, a dos agradecimentos, etc. Não vou deambular acerca da extensão da lista de cada um, nem tão pouco da minha, vou apenas desabafar sobre o que mais me enerva:
Sou uma pessoa pragmática e que não gosta de perder tempo nas compras. Porém, adoro gastar tempo a pensar no presente certo para cada pessoa da lista por isso, como não gosto de andar sem rumo, uso bibliografia - Neste caso, as revistas que anunciam ter sugestões de Natal para todos, desde o namorado, ao periquito. A ideia é chegar à conclusão do que vou dar, ir à loja e sair com a sensação que não despachei nomes numa lista, antes escolhi o presente certo (dentro do meu orçamento de contenção) para cada um. Ora o que MAIS ME IRRITA é que as Vogue, Máxima, Elle e Lux Woman estão cheias de sugestões com a legenda que nomeia o produto seguida (entre parênteses) da frase:"Preço sob Consulta". Geralmente estas três palavras querem dizer apenas: "Isto é bestialmente caro e nós não queremos assustar os leitores de classe média".
É por isso que prefiro a Telva e a Woman e a Marie Claire espanholas: se colocam uma Kelly Bag, não têm qualquer pudor em escrever (7000 Euros, por encomenda) Isto sim é ajudar! Ao ler, sei imediatamente 2 coisas:
Nunca a vou oferecer; Nunca ma vão dar (A não ser que o Euromilhões mude a vida de alguém que me ame muito, pois eu não tenho por hábito jogar)

19 de novembro de 2007

Conselhos para o Mau Tempo

No primeiro dia do resto do nosso Outono e Inverno a Protecção civil sugere várias medidas de prevenção. Este blog sabe que certas mensagens são confusas por isso, embuído de espírito solidário, elaborou um guia de fácil compreensão.

– Feche portas e janelas e retire os objectos soltos que se encontrem nas varandas e peitoris.
(Pessoal, toca a retirar as bandeirinhas de Portugal e os Pais-Natal a subir pelas escadinhas, ok?)

– Sempre que possível, adie as viagens para as zonas afectadas pelos ventos fortes. Se não o puder evitar, modere a velocidade do veículo.
(Aviões a menos de 400 Kms por hora e barcos a diminuirem os nós. Carros e motas à vontade, como vai haver congestionamentos por todo lado, também não vão muito longe...)

– Preste atenção às estruturas montadas (andaimes, toldos, tendas, telhados), que poderão ser afectadas por rajadas mais fortes de vento, bem como a uma possível queda de árvores.
(Malta do Parque de Campismo: Toca a levantar arraiais e regressar à Holanda e à Alemanha, que aqui não há mais sol para ver. Malta portuguesa: Subam aos telhados e fiquem a ver se eles não voam; Peguem na serra eléctrica e cortem todas as árvores num raio de 600 metros)


– Em caso de inundação no interior de sua casa por excesso de chuva, contacte os Bombeiros locais e/ou o Serviço Municipal de Protecção Civil do seu concelho. Previna-se com roupa quente e calçado adequado.
(Se tiver uma inundação por excesso de torneira aberta, esqueça, que os Bombeiros hoje têm mais do que fazer do que socorrer gente desleixada e distraída!)

14 de novembro de 2007

Paz, Luta e Natal

Na luta pela paz (lutar pela paz é o maior oxímoro que conheço) coloquei o Natal de castigo! Espero que quando o Advento começar a ordem esteja, de novo, retabelecida. Caso contrário, esqueçam o Santo Natal...

10 de novembro de 2007

Epifania de fim de semana para o Sr. Dr. António Costa

Eu sei como acabar com os problemas do trânsito na cidade ao fim-de-semana sem ter de cortar o trânsito no Terreiro do Paço (também conhecido pela Praça do Comércio, embora a única coisa que lá se comercialize seja droga): Basta aplicar efectivamente a lei da junta médica isenta e retirar a carta a todos os andam por aí qual Magoos à solta. Não é à toa que lhes chamamos condutores de domingo... É que ainda há médicos "amigos" que passam atestados de aptidão a pedido, sem nunca terem visto o requerente. Isso sim é negligência e até cumplicidade em potenciais homicídios involuntários!

4 de novembro de 2007

Os PCs afinal têm Alma

Desenganem-se já! Não vão por aí! Não acreditem, nem por um segundo, que o título se refere ao Jerónimo, ou da Odete, ou de outros camaradas operários! Nunca seria tão vil, ou tão mesquinha, que usasse o golpe mais baixo, a forma de insulto mais gratuita e perniciosa de ofender os ateus!
Falo apenas dos Personal Computers, esses sim, têm alma... O meu, talvez por despeito de ter sido igualado, em termos sonoros, a uma bimby a fazer sopa, morreu no dia 2 de Novembro. Dia dos finados e ele morre! Sim, o que era só um fugitsu até anteontem, é hoje um "ele" tal o espanto que me provocou o seu abandono deste mundo. E agora? Agora, até recuperar o disco rígido e até encontrar outro PC com alma (mas barato e magro) as intermitências em postagens serão maiores. Dependo da bondade de PCs estranhos e seus utilizadores!