8 de setembro de 2006

Suave e Tranquilo

Quando observo esta geração adolescente fico surpreendida, pois parecem mais atinados e "resolvidos"que a geração de 60/70. Se calhar é porque alguns de 60/70 são agora (bons) pais desses adolescentes, não sei... Pouco importa.
Interessa-me referir questões de vocabulário: OK têm o daaahhh e a Tecla 3, mantêm o bué e o fixe, mas inventaram o "novo Esperanto" para os sms e têm dois adjectivos que usam abundantemente que me fascinam: "Tranquilo" e "Suave"
A vida devia ser tranquila e suave e pensar que os adolescentes incluem estes dois termos, no seu discurso, dá-me alento! A minha geração só falava em Suave referindo-se ao Português e quanto ao tranquilo não tenho qualquer memória auditiva.

And Now for Something Completely Different... (Wishlist: Item 1)




















An Inner Silence: The Portraits of Henri Cartier-Bresson

6 de setembro de 2006

Memórias de St Amaro















(Já só havia uma foto no rolo da minha máquina pré-histórica, por isso só ficou a mota do Mitra, com o Mak à pendura. Fica para a próxima a foto de grupo.)

BINGO!

Interrompo este silêncio com uma notícia de interesse nacional:
E não é que as finanças cruzam os dados com os blogs? Isto é que é bom trabalho!
Nada como uma boa ameaça, para acordar e ter os euros na conta.
Ah pois é! Caros Kinder, Kat, Mak, SE Faz Favor, Reinu, Coentron, e até o Mitra (se vier de mota) venham daí, que já tenho dinheiro para 4 garrafas de litro de sagres e 1720g de tremoços! Hoje quem "convida" para o lanche sou eu!

5 de setembro de 2006

I want my money!

[Family Guy]

4 de setembro de 2006

O Silêncio das Finanças

Incomoda-me o silêncio que se traduz na ausência do reembolso do IRS. Pelo que compreendi, têm até 4a feira para quebrarem o vazio do meu saldo bancário, por isso espero, mas é um silêncio que me perturba e me empobrece. Será que as finanças cruzam os nossos dados com os blogs?

3 de setembro de 2006

Back to Silence after the Siesta!




E pronto!
Assim se acaba mais uma quinzena estival. Volto ao silêncio depois do ruído espanhol que me retempera a mente e me grita que um dia ainda vamos todos ser felizes.
A Andaluzia tem em mim o efeito de uma estada num mosteiro no Tibete!
Parece estranho mas eu explico: Para pessoas intransigentes, organizadas e excessivamente pragmáticas nada melhor que duas semanas alucinantes, a consumir doses massivas de betacaroteno (no gaspacho) e a tentar manter a calma enquanto todos à nossa volta chegam à praia às 12 horas, com os recém-nascidos ao colo, confiantes que o factor 99 de protecção irá evitar os lunares malignos!
Fingir que não vejo que ninguém recicla, que se entopem as crianças, adolescentes e adultos de fritos e guloseimas, a partir das 11 da manhã, e que à noite basta um bocadillo para enganar a fome!
Fingir que não sinto o perfume excessivo que me ataca as fossas supra-nasais - na proporção dos frascos de 3 litros do mesmo que se vende nos supermercados, onde o IVA é substancialmente menor que o nosso!
Volto com muito mais condescendência pelo senhor de bigode e óculos ray ban lágrima (antes de serem fashion) que abre a janela do seu Mégane e oferece o escarro ao asfalto, pelas crianças que comem chupas desvairadamente, sob o olhar babado dos progenitores, e pelos pais de família que dizem ao empregado - "Oh chefe é a bica e a dolorosa, que o jogo está quase a começar!" - mientras extraem, pelo poder do palito, os restos de coirato com cadelinhas que ficaram atravancados na prótese.
É por isto tudo (e pelos toiros e pelo flamenco e pelas procissões) que a Andaluzia me encanta na silly season e na Semana Santa e é para fugir ao silêncio e à ordem que duas vezes no ano volto para a reciclagem no caos, para me lembrar que ser cosmopolita, falar baixo, ouvir os outros e separar o lixo é bom, mas que também se aprende com la fiesta y la siesta!

18 de agosto de 2006

Bloguer ao Sol!




See you in September!

17 de agosto de 2006

Antonio Saura (b:22/09/ 1930; d:22/07/1998)




















El grito (1959)
Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía.
Madrid

Mais sobre Saura aqui

16 de agosto de 2006

Silence (III)

I have nothing to say
and I am saying it
and that is poetry
as I needed it.

John Cage

11 de agosto de 2006

Verão de 1987



Radar Kadafi

No fundo da avenida
bebendo um capilé
40º à sombra
nas mesas de café
....
Mediterrâneo Agosto
é pleno Verão
O sol a pino

e eu faço uma revolução

As coisas boas também se calam!

Faz parte da lista de favoritos da Pop Portuguesa. Ainda guardo o vinil com alguns riscos, apesar de já só os ouvir em CD. Não me lembro dos clips. Quem souber onde encontrar, faça o favor de comentar.

Ludwig Wittgenstein (26 de Abril de 1889 - 29 de Abril de 1951)


Acerca daquilo de que não se pode falar, tem de se ficar em silêncio.

Tratado Lógico-Filosófico * Investigações Filosóficas, Fundação Colouste Gulbenkian, Lisboa, 1995, p. 142

10 de agosto de 2006

Silly August

Good People: Jack Johnson



A pergunta que invade o silêncio a caminho da praia:
"Where (do) all the good people go?"

9 de agosto de 2006

Para lá do silêncio

Franz Ferdinand - Walk Away



Em escuta,
para todos os que visitam este blog
e se vão embora...


I swapped my innocence for pride
Crushed the end within my stride
Said I'm strong now I know that I'm a leaver
I love the sound of you walking away
Mascara bleeds a blackened tear
And I am cold
Yes, I'm cold
But not as cold as you are
I love the sound of you walking away
Why don't you walk away?
Why don't you walk away
?No buildings will fall down
Why don't you walk away?
No quake will split the ground
Why don't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Why don't you walk away?
Statues will not cry
Why don't you walk away?
I cannot turn to see those eyes
As apologies may rise
I must be strong and stay an unbeliever
And love the sound of you walking away
Mascara bleeds into my eye
I'm not cold
I am old
At least As old as you are
As you walk away?
As you walk away
My headstone crumbles down
As you walk away
The Hollywood wind's a howl
As you walk away
The Kremlin's falling
As you walk away
Radio Four is STATIC
As you walk away
The stab of stiletto
On a silent night
Stalin Smiles
Hitler laughs
Churchill claps
Mao Tse Tung
on the back

8 de agosto de 2006

BK 100 - The Rest is Silence!


E assim se arrasa com uma técnica apurada ao longo de séculos...
O que é isto? Isto, é a BK 100... Uma máquina de fazer e embrulhar sushi!
Longe vai o tempo das Bymby e dos robots de cozinha, isto é tecnologia ao mais alto nível!
No Aya e no Tomo ainda fazem à mão, mas aposto que naquelas lojas self-service londrinas já usam estas. Mais modelos aqui

7 de agosto de 2006

Descontracções Silenciosas: Shiatsu



Desde que o Eduardo Prado Coelho, no Público, falou da sua experiência, o Shiatsu deixou de ser fútil para passar a ser culto!
Em Agosto os Spas - nome que agora serve de apelido a meia dúzia de gabinetes de esteticistas e/ ou massagistas, com muita madeira, velas aromáticas e música a condizer (Género pan pipes Zen) - estão vazios mas, infelizmente, não fazem saldos!
Relaxa-se e depois é o stress todo a voltar, com a factura.

6 de agosto de 2006

Leituras Silenciosas de Verão (para maiores de 12 anos)




Meg Rosoff é americana, mas vive desde 1989 em Londres. How I Live Now foi o seu primeiro romance e revelou-se uma estreia em grande: Foi premiado com alguns prémios como o Guardian Children's Fiction Prize de 2004 e o Branford Boase Award de 2005 e fez parte da lista de nomeados para o Orange Award, estando já assegurada a sua passagem para o cinema, com o guião igualmente da autora.

O livro oferecido, aterrou na minha cabeceira em português, com o título arrepiante Em Nome do Amor (Editado pela Presença). Como sou curiosa e sugestionável, com coisas anglófonas, dei-lhe uma espreitadela. E, apesar da tradução destestável do dito título, o romance é uma magnífica surpresa.

Rosoff lembra-me Hartley, versão século XXI, revista e actualizada, feminina e simplificada, despojada de simbolismo e entregue ao relato do essencial. Embora o herói Leo, de The Go-Bewteen, tenha uma profundidade diferente na sua iniciação múltipla da vida, Daisy, a personagem principal de How I Live Now, apresenta uma dinâmica forte na descoberta do ser, sob os olhos de uma adolescente, mas igualmente intensa e reveladora das (dis)funções e (des)articulações do mundo moderno.

A autora editou dia 3 de Agosto em Inglaterra e editará dia 8, nos Estados Unidos, o seu segundo romance Just in Case, também direccionado para o universo da adolescência. Eu, pelo sim pelo não (just in case), vou comprar, para ver se é tão bom como o primeiro e se escapo a mais um belo título em Português - Pessoal da Presença fica, desde já, a sugestão: Que tal Jardins do Paraíso? Sim, provavelmente não tem nada a ver, mas Em Nome do Amor também só me lembra o Martin Luther King e os U2...

Mais sobre a autora aqui

4 de agosto de 2006

Broken Flowers: Jim Jarmusch (2005)




Uma demanda sem heróis, nem vilões
Recentemente editado em DVD.

2 de agosto de 2006

Fiama Hasse Pais Brandão (b: Lisboa 1938)

DA VOZ DAS COISAS

Só a rajada de vento
dá o som lírico
às pás do moinho.
Somente as coisas tocadas
pelo amor das outras
têm voz.
Fiama Hasse Pais Brandão; As Fábulas