29 de outubro de 2010

Paul Auster, Velhos e o IKEA

Vai-me custar escrever este post, mas tem mesmo de ser, se eu não expulsar estas palavras da minha cabeça, vão continuar a assombrar-me de uma forma ainda mais permanente...
Tenho um trabalho, para o bem e para o mal, que tanto me obriga a levantar às 5h30 da manhã e me faz chegar às 22h30 a casa, como me permite utilizar a hora de almoço para fazer um intervalo da investigação caseira a que me dedico, nos dias em que não estou na estrada. Não acredito muito em grandes almoços, cada vez mais o almoço se tornou num momento de pausa, ou um seguimento natural do trabalho para acabar assuntos que, por vezes, ficam por tratar nas infindáveis reuniões.
Gosto de utilizar a hora de almoço para ir às compras, ao supermercado, ao Ikea,à mercearia, à Baixa... Faço-o com a convicção que a maior parte das pessoas está a almoçar e que os que fazem como eu estão ocupados, não andam propriamente a passear entre os enfeites de Natal e as garrafas de Vodka! Muitas das minhas incursões do almoço acontecem no Ikea: uns copos aqui, uns individuais acolá, uns pés para uma mesa ali...
Há cerca de um mês este casal chamou-me a atenção: velhos (não encontro eufemismos para a idade avançada)à hora do almoço, no snack-bar do piso térreo a almoçarem: Ela um galão, ele um galão e um cachorro de 50 cêntimos. Já sabia que o Ikea se tem vindo a tornar numa espécie de cantina da classe média, mas desconhecia esta vertente de dar pão aos mais desfavorecidos. Porém, que nada na minha descrição vos leve a formar um esboço de uns velhos indigentes. Nada disso! Classe média baixa, mas lavados e até articulados... Arquivei o pensamento de que o casal devia ir lá muitas vezes e, claro está (nem vale a pena tentar esconder isto de quem me conhece) da vez seguinte que tive de visitar o Ikea, há duas semanas, passei primeiro pelo snack bar. Estava a velha na fila, enquanto o velho estava sentado, no que hoje sei ser a cadeira do costume, à espera do habitual...Fiz uma coisa à Auster (digo, sem imodéstia, pois quem conhece o autor e as histórias perceberá já a analogia): Pedi comida e sentei-me numa mesa perto deles para os ver melhor... Falavam de dinheiro e presentes: A velha irritou-se com o velho, mas depois acalmou-se... senti vergonha e, pressionada pelo tempo que não tinha para novelas, voltei para casa carregada da vida dos outros e de umas lâmpadas de baixo consumo. Ontem fui comprar uns pés para uma mesa mas, acima de tudo, fui visitar os meus velhos... Cheguei mais tarde do que é costume, já por volta do meio-dia e quarenta e eles lá estavam, na mesma mesa, quase a terminarem. A dado momento o velho abriu a carteira, onde vi um BI vitalício - que este casal, de certeza que não sonha com o cartão de cidadão- e deu 10 Euros à velha... Depois de almoçarem levantaram-se e sentaram-se num dos bancos de jardim que existem em frente à zona das caixas e ali ficaram, a fazer a digestão da magra refeição e a comentarem a vida... Não me sentei com eles pois prefiro imaginar o diálogo, que na minha cabeça se torna infinitamente mais interessante.
Se forem ao Ikea de Alfragide, entre as 12 e as 13 devem estar lá, no seu lugar de sempre... Se eu tivesse tempo, se fosse verdadeiramente uma personagem de um livro de Auster, estaria lá todos os dias e no dia que um deles, ou ambos, falhassem, ficaria mortificada de preocupação. O que me impede de o fazer é apenas o que me impede de apanhar um avião e de me deixar engolir pelo mundo. O que me impede de o fazer é o mesmo motivo que faz o casal sempre voltar... A vida é mais fácil com rotinas!Ficamos fechados na vida e acreditamos que se dermos sempre os mesmos passos, ou se corrermos muito em direcção ao mesmo sítio, distraímos a existência.
Se forem ao Ikea e virem os velhos, lembrem-se que são meus e do Auster, e digam-me como estavam!

9 de agosto de 2010

Silly Season

Como recomeçar ao fim de quase um ano? Já nem sabia da password, nem me lembrava da conta de e-mail...
Escrevo pois a medo, com alguma vergonha de voltar, até porque cada vez mais acredito que nada merece muito ser dito...And Yet...But Still...à boa maneira de Beckett digo ainda!
A silly season mexe comigo... Passo quase 9 meses à espera dela (não da silly, mais da season, do bom tempo, sobretudo este ano em que o inverno foi especialmente duro para quem vive de humores atmosféricos). A silly season é, por definição, sinónimo de férias, chinelos, roupa inaceitável, (mas que se tolera porque está calor e estamos na praia) enterros famosos,incêndios, futebol e festivais de Verão e já me habituei a ficar totalmente hipnotizada com o tempo de antena que é dado aos presidentes de juntas de freguesia, aos comandantes dos bombeiros e à população em geral... Mas, este ano, a silly season apanhou-me de surpresa ao ouvir sotaque da Guarda em prime time, sem ser no Jornal da TVi, mas num programa da RTP1, apresentado por uma ex-modelo que nem na TV de Lepe teria lugar, de tão má que é, mas que pelos vistos foi escolhida por duas razões: a)ser ex-modelo; b)saber dizer adeus em língua estrangeira!Sempre vi o Project Runway com a Heidi Klum e apenas posso declarar que o nossa versão não é Project Runway antes Project Runaway!

16 de outubro de 2009

30 de setembro de 2009

16 de junho de 2009

13 de maio de 2009

Poupanças

Com a fúria da poupança, decidi começar a cortar nos posts...

30 de abril de 2009

CEDÊNCIA DE POSIÇÃO

Cede-se posição na lista de espera em 3 farmácias para 3 doses individuais de Tamiflu.
Para mais informações sobre preço, por favor contactar este blogue.

PS: Também temos máscaras para o rosto com motivos incas e pequenos porquinhos desenhados.

25 de abril de 2009

Ter um Hitler por cima da lareira...

Esta semana foram leiloados em Inglaterra e na Alemanha aguarelas cuja autoria está atribuída a Hitler. Em Inglaterra 13 aguarelas renderam 110 mil Euros, na Alemanha, mais precisamente em Nuremberga, duas aguarelas renderam 32 mil Euros. A base de licitação começava nos 3500 Euros mas, em alguns casos, chegaram aos 18 000 Euros.
O que é que as pessoas que compraram dizem: Tenho um Hitler em casa? E onde o penduram? Na sala, no Wc, ou no Bunker? Teriam de ser telas absolutamente excepcionais para que a arte ultrapassasse o desprezo e a beleza suplantasse o horror de se ter um Hitler em casa! Mas não são! Tratam-se de paisagens insípidas, pueris e inocentes datadas de 1914. Quando a 1º Guerra Mundial começava, Hitler pintava granjas, rosas e paisagens... Aparentemente as suásticas só vieram mais tarde, no seu período "mass-murderista"!

22 de abril de 2009

Rubina Ali

Falando em propostas indecentes: Rubina Ali, a menina do "quem quer ser Bilionário" foi alegadamente posta em leilão, pelo seu pai, por 200,00o libras. Segundo o progenitor seria a forma de "salvar" a menina e a família. Hollywood já veio em seu auxílio, o pai foi preso, e a menina será adoptada, mas free of charge. Segundo o pai, não se trata de uma menina qualquer, é a menina do filme do óscar, que se destacou num casting entre 1500!

A Índia é o país onde os casos de abandono de crianças do sexo feminino atinge proporções assustadoras. Tudo por causa do dote, do dinheiro que é necessário ter para pagar um marido! Conto estas coisas às minhas ocidentais filhas e percebo que temos sorte em ter nascido aqui, à beira mar-plantadas, eu e elas. Sempre se poupa no marido e se ganha em amor materno-filial!

Susan Boyle

O caso Susan Boyle anda por todo lado. O video da virgem de 47 anos que concorreu ao Britain's Got Talent teve mais visionamentos no Youtube que o discurso de tomada de posse do Obama (é certo que o Obama encantou, mas não cantou). De repente esta escocesa pacata é convidada para ir à Oprah, para filmar um video porno multi-milionário...

13 de abril de 2009

Acabei de escrever um post longo sobre a Tugolândia que, não sei como, apaguei a tentar formatar. C'est dommage!
É o apelo do alter-ego ao Silêncio no dia de aniversário do Beckett!
Fico à espera de Dias mais Felizes!

24 de março de 2009

Dia do Estudante

Hoje leio no Público o seguinte:

Estudantes saem hoje à rua para pedir o fim de Bolonha, das propinas e dos exames nacionais

Só tenho uma pergunta: Querem o quê?
Cursos com 5 anos, obesos de disciplinas, propinas inteiramente grátis com cupões de oferta, onde ainda são pagos por irem às aulas, e, em vez de exames, umas pequenas declarações de intenção de passar na disciplina, que podem ser enviadas online de qualquer cyber café?

É que, se querem sair à rua, eu até consigo arranjar argumentos melhores:
Melhor qualidade de ensino (que passa pelas instalações, mobiliário, cantinas, bibliotecas, salas de estudo, laboratórios, mobilidade de docentes e discentes e maior competência cientifico-pedagógica dos docentes, por exemplo)
Critérios mais rigorosos de selecção e avaliação dos alunos.
Competências mais direccionadas para o mercado profissional.
Aumento das bolsas de mérito por excelência de resultados obtidos.

20 de março de 2009

Discriminação Positiva = Oxímoro

5 de março de 2009

Chewing away...

Em tempos de crise, nada melhor que descobrir negócios à prova de falência. Acho que descobri um, à prova disso: As pastilhas elásticas. Não fazem mal, são baratas e ajudam a largar o tabaco, manter o hálito controlado depois da vinha d'alhos, ou do pimentão, a quebrar o gelo em momentos constragedores (quer uma pastilha?) e podem-se comer em qualquer lugar, desde que não seja de boca escancarada, para o vizinho não ter de ouvir o trabalho ruidoso que os maxilares e a saliva são capazes.
Deve ser por isso que cada vez existem mais variedades, sabores e embalagens.
Vivam as Pastilhas que, provavelmente, vão apresentar lucros positivos este ano!

4 de fevereiro de 2009

TRUE BLOOD

Antecipando o dia de S. Valentim, recomendo uma série de Alan Ball e da HBO (o mesmo dos 6 feet under) chamada TRUE BLOOD. Passa no MOV às 22 horas, às 3as feiras. Se quiserem saber mais é só clicar.

27 de janeiro de 2009

Pontualidade e Bruno Aleixo

Sou pontual. Encontros, trabalho, marcações de cabeleireiros, manicura, cirurgiões cardiovasculares, médico de família, aeroportos e afins, estou lá, à hora combinada, nem um minuto a mais, nem um a menos. Sei que isto em Portugal é considerado por muitos um defeito, uma obsessão paranóica, mas ganhei a boa prática de pedir desculpa por chegar a horas e escudar-me na maldita educação britânica que não tive, mas que acalma as pessoas que, de imediato, me passam a olhar com mais ternura e comiseração (tradução: menos ódio e desprezo).
Porém, ser pontual em encontros não quer dizer nada. No tocante a estar na vanguarda da informação fico para trás; Por exemplo, tudo o que diz respeito à televisão geralmente chego tarde. Só ontem soube que essa pérola da informação que é a Judite de Sousa entrevistou o Cristiano e eu não soube. Também só na semana passada descobri, por acaso, o programa do Bruno Aleixo. Claro que como boa obsessiva que sou já sei quase tudo o que há para saber e não resisto a partilhar convosco um único conselho, para aqueles ainda mais distraídos do que eu: Vejam que é uma coisa do além!
Entretanto, se alguém tiver gravado o Cristiano, a Cuga gostava muito de ver pois o Cristiano tem o seu valor e a gente temos de dar valor a quem tem o seu valor!

19 de janeiro de 2009

Daqui a umas horas...

Daqui a umas horas, across the Ocean, o mundo vai mudar porque o Obama vai chegar.
E os sinais da mudança já começaram a acontecer nos EUA:
- Em vez de terroristas, o inimigo são agora os bandos de gansos!
- Em consequência do terrorismo dos pássaros, um avião amarea e ninguém se aleija!
Imaginem depois de dia 20 o que virá...
Até Portugal parece ter algo a dizer, na versão canídea da coisa... Não deixa de ser curioso os portugueses comprarem pastores alemães, huskies, bulldogs, e estrangeirices de 4 patas afins e o futuro presidente considerar a hipótese de um cão português por não largar pelo e assim deixar longe as alergias. (Os portugueses sempre foram muito dados a não causarem alergias, é verdade!)
Confesso que estou expectante: God Save OBAMA! (and the Portuguese Poodle!)

15 de janeiro de 2009

E então, continuam com vontade de se queixarem do frio?

Tomem chuva que é para aprenderem! (ao menos está uma temperatura agradável... só falta uma brisa de 60kms por hora, para ficar perfeito!)

14 de janeiro de 2009

7 de janeiro de 2009

Sem Título II


3 de janeiro de 2009

Sem Título


28 de dezembro de 2008

Harold Pinter

Morreu dia 24 de Dezembro Harold Pinter. Já John Osborne, associado com Pinter à geração dos Angry Young Men, tinha morrido na véspera de Natal de 1994. Será uma maldição? Se fosse ao Wesker teria cuidado...

12 de dezembro de 2008

Do they Know it's Xmas time?

Nesta quadra (que não tem 4 versos nem rima, mas tem este nome) Natalícia ouve-se, em rádios, blogs, etc.
It's Christmas time, there's no need to be afraid...

Fico a pensar para quê dizer que não vale a pena ter medo, a não ser que haja motivos insuspeitos? O segundo verso informa:

At Christmas time, we let in light and banish shade

Ora, que me lembre o Geldoff não convidou o Darth Vader, por isso qual a necessidade de expulsar as sombras?

Atente-se em outro exemplo: Wham, Last Christmas:

Last Christmas, I gave you my heart but the very next day you gave it away

Imagino que na unidade de transplantes cardiovasculares estas palavras adquiram uma outra dimensão mas, no nosso quotidiano, não vejo grande sentido em dar corações e devolvê-los (a não ser que sejam de peluche a dizer I love you)

O que cheguei à conclusão é que Band Aid e Wham sob o efeito (ou não) de múltiplos estupefacientes, traduzem perfeitamente as contradições que o Natal nos oferece.
Eu, para combater a dieta da carteira e a engorda da confecção de AVCs e diabetes nas cozinhas do mundo ocidental, entretenho-me a fazer a minha lista de Natal intitulada

As Pessoas que eu Gostava de Espancar este Natal:

E, até agora, nesta lista (graças a dois contributos preciosos de L e M) temos:
1. André Sardet
2. Luís Represas
3. Elsa Raposo
4. TODOS os apresentadores e apresentadoras de programas da manhã e da tarde nas tvs nacionais (especialmente as que estão grávidas)
5 Figuras (felizmente) anónimas para muitos de vós mas que irritam.

E vocês? Quem gostavam de espancar este Natal? Lembrem-se que é tempo de partilha por isso aceitam-se sugestões, ajudem-me a espalhar este fel (não é gralha, é mesmo com "F") de Natal para que as sombras e o medo não sejam esquecidos...

28 de novembro de 2008

To die, to sleep, no more....

Hoje morre o morcego e eu não sei como o matam, mas sei que me mentiram pois quando vi o Batman Forever, acreditei que era mesmo para sempre... Se calhar vai só ficar comatoso... Imagino que o Bruce Wayne sobreviva e o alter ego sucumba, porque a vida está pela hora da morte e o cabedal com vinil está out!
Tenho pena, é meu herói favorito pela forma quase bíblica como o crime tem sempre um castigo despudoradamente cruel e sangrento. Mais aqui

17 de novembro de 2008

Platão, Obama e o Poeta

Na República de Platão explicam-se os motivos que levaram o poeta a ser expulso da cidade: na sua singularidade, o poeta imitador era nefasto para o avanço político, tornara-se um empecilho ao pragmatismo e às condicionantes do estado. Lembro-me disto a propósito de Barak Obama que tem poemas publicados e que ontem, na sua primeira entrevista televisiva após ter sido eleito, reitera a sua vontade de fechar Guantanamo e retirar as tropas do Iraque. Será que este poeta político contemporâneo se vai safar? Ainda a propósito de Obama leio um texto de Mia Couto, que finda a emoção emergente do post-vitória, equaciona a dimensão que teria a eleição de um presidente branco, num país africano de maioria negra. Dá que pensar...
Será que a mudança para os Estados Unidos vem aí? Que afinal é possível governar com razão e emoção? Será que é possível ser-se presidente com alma de poeta?
Por cá precisamos de uma oposição, não importa a raça, o género, a orientação sexual, política e religiosa... estamos mesmo dispostos a tudo, desde que saibam fazer oposição!

29 de outubro de 2008

Nada+Nada = Algo

Gosto de Shakespeare e da cosmovisão do mundo que o transforma num autor transversal que reflecte verdades universais. Sei muitos versos de memória, pelo prazer com que associo a episódios do quotidiano. Há um verso do Rei Lear que me ocorre muitas vezes a propósito dos 'nadas' da vida. Trata-se a resposta que ele dá à filha Cordelia: Nada? De nada vem nada! (Tradução do original: Nothing? Nothing comes out of nothing!). Esta visão matematicamente é o 0+0=0.
Até ontem, acreditava que de nada vem mesmo nada, pois até a história da sopa da pedra começa com alguma coisa - a pedra!
Há quase dois meses comprei uma barraca velha que precisa de muitas obras para se tornar habitável. É um Work In Progress que ocupará a vida familiar durante uns dois anos (estimativa pessimista que eu não trabalho para as obras públicas). Na sequência da apresentação de projectos à Câmara fui confrontada com a evidência da casa não possuir uma coisa chamada "telas finais", por o casebre ser anterior a 1951. O meu espanto começou quando me disseram que tinha de pedir uma certidão à Câmara em conforme nada havia. E assim, paguei 14 euros para pedir a localização exacta da casa numa divisão da câmara, preenchi um papel noutra divisão que acompanhou o papel da localização, esperei uma semana e lá fui, ontem, a Setúbal, pagar 8 Euros para receber uma certidão que diz que não há nada!
Por isso Dear Will, pela primeira vez, as tuas palavras não se aplicaram: Ontem de nada saiu uma Certidão! E a quantidade de papéis preenchidos, gásoleo, dinheiro e tempo gasto para certificar o nada deixaram-me espantada e aturdida. Afinal esta é a magnífica era da desburocratização, onde simplex e nadex deviam ser sinónimos de sem papelex ...
Temo que outros aforismas venham a ser destronados pois a obra de remodelação ainda nem começou!

27 de outubro de 2008

VOX POPULI


Travessa de Santa Catarina, Lisboa

Experiências

Um blog novo, com propostas apetitosas.

20 de outubro de 2008

Give me 5!

Adorei este site que de forma pragmática sintetiza o que há muito sei sobre este assunto perfeitamente fútil e distante das grandes questões da actualidade política e económica.

12 de outubro de 2008

Sentido de Orientação

É uma verdade aparentemente indiscutível que os homens têm um melhor sentido de orientação do que as mulheres uns porque, recusando-se a pedir indicações, se rodeiam de gadgets capazes de suprirem as suas limitações, outros por pura predesposição genética. Sim, é verdade, as mulheres em sentido lato e esteriotipado não são capazes de ler um mapa, nem seguir uma indicação do via Michelin. No entanto, é tudo uma questão de estímulo, caso contrário como se explica que uma senhora de 60 anos consiga passar dos têxteis, à loja gourmet, parando no piso da roupa infantil para ver a colecção Burberry para o neto , sem hesitar para considerar o andar, ou a secção pretendida, em pleno Corte Inglês? Como se explica que, diante da planta circular do Colombo, altamente complexa, a mesma senhora, ou uma amiga mais velha ou mais nova, consiga saber a saída onde deixou o carro (embora possa já não se lembrar do número da fila) enquanto o elemento masculino que a acompanha se sinta perdido, sem o seu GPS, desesperado à procura de uma planta que o ajude a descobrir a localização exacta do AKI ou da Fnac mais próxima?
A verdade é que as mulheres vêm equipadas de série com um GPS de lojas, por isso não têm tempo para prestar atenção a letras e números em mapas complexos. Para quê decorar que a loja X é no piso tal, sector Y, se apenas se tem de fixar que fica perto da escada rolante, que dá para a loja Z, e fica entre a loja H e J? Claro que este equipamento altamente especializado falha quando a loja não está presente por isso é que parques de estacionamento, auto-estradas e o metro são sítios comuns para se encontrar mulheres perdidas...
Para os Parques de estacionamento tenho uma solução simples, em vez de bichos e letras, o melhor mesmo e colocar marcas. Por exemplo:
Senhora A: Deixei o carro na zona Vuitton, secção malas e tu?
Senhora B: O meu está na Versace secção vestidos.

7 de outubro de 2008

Metáforas

Este blogue encontra-se solidário com a banca e só volta a postar quando lhe injectarem capital de energia. Até lá aproveitem a crise nos mercados e alistem-se numa seita terrorista porque para esses está perto o apocalipse do capitalismo!

1 de outubro de 2008

Já cá faltava

Hoje, dia 1 de Outubro, num passeio pelas lojas de bairro, percebi que estavam todos só à espera do mês 10 para começarem a operação Natal! Vi coroas, vi anjos, vi Pais-Natal, vi luzes e outros artefactos que me deixam sempre intrigada e a pensar: "Mas as pessoas não guardam as coisas?"
Outra marca do 1º dia de Outubro é o comentário recorrente: "Isto parece Verão! Nunca mais chega o Outono com as roupas quentes... A roupa de Inverno é tão mais bonita..." O que é engraçado e incongruente é este comentário ser proferido por aqueles que depois sonham (e alguns concretizam) passar o Dezembro nas Caraíbas, ou no Brasil, entre escaldões e Piñas Coladas, esquecendo sumariamente o White Xmas, que assim é promovido a Warm Xmas. Como é que não se aguenta o calor aqui no nosso Portugal temperado e depois se gosta do calor estrangeiro é algo que me intriga (Deve ser por ter sotaque...)
Por isto tudo, este ano não vou pedir um Mini pois já ganhei muita coisa, só te peço Pai Natal que me dês, por favor, um Natal a escaldar no meu país à beira mar, que as promessas do aquecimento global ainda estão por realizar! (olha, rimei!)

27 de setembro de 2008

26/01/1925-26/09/2008


24 de setembro de 2008

Monólogo de Uma Tia de Pechisbeque

(…) Então foi assim… Nós vivíamos numa casa enorme que era da tia avó Rosarinho, no Restelo, mas depois o Manuel teve um convite para ir para Abu Dhabi e nós fomos, iludidos com a perspectiva exótica, o ordenado milionário e o colégio Americano para o Manel, o Zé Pedro e a Babá. O que é facto é que não se passa nada em Abu Dhabi e vai daí tivemos de voltar, sob ameaças de morte e tudo. Para nossa surpresa, no espaço de 5 meses o Restelo tornou-se irreconhecível, uma onda de assaltos, uma coisa inacreditável. Eu e o Manuel tivemos de tomar medidas drásticas. Ele vendeu o Q7 e comprou um Dacia e eu, com medo da criadagem, decidi chamar as Molly Maid para não dar a chave da nossa nova casa na EPUL do Restelo. (Temos uma varanda amorosa e mandámos instalar segurança e assim naquele sítio não damos nas vistas).
Claro que este país continua incrível, tanta pobreza...
Os miúdos, bem os miúdos tiveram de ficar em lista de espera para o St Julian – só filhos de patos bravos é o que é – e por isso estão aqui na escola que apesar de ser perto de casa é um horror. Como se isto tudo não bastasse, apanhei um susto no semáforo da BP perto de casa e decidi que não guio mais. Vou a pé ou de transportes para não dar nas vistas. O meu único vício são as malas mas, inacreditavelmente, estou faz séculos à espera do novo modelo do Marc Jabobs (a Stam) e nada. Parece que também há lista, por isso, por este andar ainda desisto. Aliás, esta H&M que trago é a minha forma de protestar contra a tirania das listas de espera. Por falar em espera, isto de estar aqui no médico de família, no posto é uma estafa…
Tamos mesmo em maré de azar, logo agora o pediatra dos miúdos (sabe aquele super-famoso que aparece nas revistas e escreveu toneladas de livros) está em Londres a dar um seminário. Uma maçada é o que isto tudo é!

22 de setembro de 2008

Before Kinder Knows Your Bank Statement...

Afasto-me uns dias deste blogue e eis que volto e reparo no comentário do Kinder: Não é que alguns segundos (934 para ser precisa) depois de ele ter comentado, dizendo que ía falar com o ministro, a devolução apareceu na minha anorética conta bancária?
O Kinder tem poderes e agora tenho medo que este blogue esteja sob leitura atenta de membros da máfia ou, pior ainda, do governo!
Vou continuar a postar de mansinho e só de vez em quando que isto dos blogues é como ir à missa, ou ao casino, faz bem mas não se pode tornar uma obrigação, caso contrário deixa de ter piada e torna-se um vício...

12 de setembro de 2008

A pior leitura de sempre

A do meu extracto bancário deste mês!
Venha a maldita tarifa de esgotos, as finanças, os registos prediais e suas certidões, os cartórios, o IMT, venham as escolas e os livros e o material escolar e as propinas e o que vos der na gana, que a mim, como dizem os espanhóis "me da igual".
Só tenho pena que ninguém me tenha avisado que é demente investir no sector imobiliário em pleno mês de Setembro. Já agora, serei eu a ÚNICA desgraçada que ainda não recebeu a devolução miserável das finanças? Voltando a parafrasear a língua castelhana "Me cago en la leche..."

9 de setembro de 2008

As GRANDES mentiras

Das GRANDES, ENORMES, mentiras deste Verão apetece-me destacar:
1. O Aquecimento Global (o mês de Agosto mais quente de que havia memória... para quem o passou numa sauna ou num banho turco, certo? No entanto, o nº de incêndios aumentou em relação ao ano anterior, mas como os media tiveram outros pitéus, pouca gente se apercebeu)
2. O facto da candidata a vice presidente republicana dos EUA, Sarah Palin, ser uma excelente mãe. (aparentemente parir o 5a filho a uma 2a, estar a trabalhar a uma terça e ter especial orgulho em ir casar a filha de 17 anos que lhe vai dar o 1º Neto, é motivo de grande orgulho, como se o "Jesus, Babies and Guns" não fossem por si só, incongruentes que cheguem!).
3. A publicidade enganosa da presença portuguesa nos jogos paraolímpicos. (Deveria ser "Nem mesmo nisto somos bons!").

5 de agosto de 2008

Starbucks à Portuguesa!

47! Sim, quarenta e sete é o número de países que tem Starbucks (até a China tem Starbucks my friends), já escrevi sobre o franchising noutro post, por isso não me vou alongar nos motivos porque americanisei o gosto pelo café ao litro, apenas interrompo este período de trabalho e reflexão estival para anunciar que descobri onde vai abrir um Starbucks e... fiquei desapontada... Não é que vai abrir um Starbucks no Centro Comercial Allegro, em Alfragide?!? Em Barcelona, Madrid, Londres, Dublin e Roma, por exemplo, há quase um em cada esquina, todos virados para a rua, pois é um café que foi feito para andar a passear, em Portugal metem-no no subúrbio, num centro comercial! Ainda há esperança que venha um para o Chiado, ou para Campo de Ourique, ou para a Av de Roma, ou Av da Liberdade, sítios onde valeria a pena levar o machiatto a dar uma volta!

27 de julho de 2008

As Festas!

Na 5a feira fui ver A Festa ao Maria Matos. Um tema interessante, numa peça simpática, com bons actores. Claro que as festas e a amizade, não têm de ser necessariamente assim, intensas e sofridas, mas por vezes a vida imita a ficção, outras não!
Na 6a, para complementar o tema da peça, fui a uma festa com algumas estrelas menos conhecidas do rock and roll nacional. Uma noite longa que começou com chuviscos num terraço e acabou com o dia a nascer. Em época balnear também é refrescante conhecer pessoas que vivem de noite, que não gostam assim tanto do sol, mas que fazem justiça ao ditado "Don't judge a book by its cover!"

17 de julho de 2008

As Bibliotecas Municipais

Tenho uma intolerência crónica por instituições, entidades, etc, que prestam um mau serviço ao contribuinte. É frequente enfurecer-me e reclamar. Tenho a certeza que algumas lojas pediram as gravações da vigilância só para poderem imprimir a minha cara e enviá-la com um beware para as suas filiais... Este prefácio para dizer que sou esquisita e deixo isso bem claro, desde o primeiro momento.
Agora imaginem que, no meu país, no concelho onde vivo há 3 bibliotecas públicas que prestam um serviço aos meus olhos (críticos e picuínhas) absolutamente imaculado. Entro, não tenho de deixar mochilas, ou sacos, posso levar o portátil e tenho ligação à internet (ou então posso usar os computadores da Biblioteca) posso levar livros e cadernos de casa só para estudar e, no final, ainda posso requisitar 5 livros para ler, DVDs para ver e Cds para ouvir... uma maravilha...
Desconfiada, ao fim de um par de vezes com tudo a funcionar a 100%, passo ao nível seguinte e dirijo-me ao catálogo online para reservar um livro não disponível, com o meu nº BI e cartão de leitor. Achei que seria difícil... Isto na passada 6a feira à tarde...
Há pouco, recebo um telefonema amável e educado que me informa que o livro que tinha reservado já se encontra à minha espera. Fico muda, mas ainda consigo articular um obrigada comovido.
Será que há coisas que ainda funcionam? E que é possível o entendimento entre o homem, o computador e os telefones? Actualmente, quando quero um livro de ficção portuguesa, já não vou à Fnac, vou à Biblioteca que é perto de casa e longe de centros comerciais, é grátis e, no final da leitura, não ocupa espaço e pó (Sim, pois ao contrário do aforisma, o saber ocupa lugar, nas estantes da casa).

11 de julho de 2008

Bloody Mary!

Na 3a feira à noite voei para Londres; Na 4a de madrugada para Aberdeen; Na 5a de noite voei de volta para Londres; Na sexta de madrugada regressei a Lisboa. Tudo somado, foram duas noites no aeroporto e outra no albergue da juventude de Aberdeen e... (inacreditavelmente) sobrevivi: às noites no aeroporto, à chuva torrencial, com ventos fortes e frio de Aberdeen e a um congresso insípido onde a minha apresentação sobre Lobo Antunes foi colocada num painel com autores de traumas do holocausto. Perguntam: O que têm a Guerra Colonial e Lobo Antunes em comum com as vítimas do holocausto nazi? Vou tentar uma resposta: São todos seres humanos..? (menos o Hitler claro, que este blog não se mete em confusões)
O que perdi em horas de sono e viagens, ganhei em leituras:
Nenhum Olhar de José Luís Peixoto acompanhou-me bem na 1a noite em claro. (Aposto que nunca um livro da biblioteca municipal viajou tanto) Fiquei com vontade de ler todos os seus livros, sobretudo Cal (o último), Cemitério de Pianos e Morreste-me
Na noite de ontem, passada outra vez em claro, no aeroporto fantasma de Luton ainda me ri com o Stephen Clarke e mais um livro da série Merde, desta vez, Merde Happens, sobre a road trip nos EUA do protagonista Paul West, num Mini com a Union Jack pintada no tejadilho.
Para terminar, decidi começar o recém-comprado Bit of a Blur, the autobiography, de Alex James, o baixista dos Blur, um livro que me está a agradar imenso (se calhar porque tenho um fraco por baixistas).
Fiquei com pena de não ter comprado e lido os dois livros do Ewan McGregor (o único escocês, juntamente com o Irvine Welsh que me faz conceder ao país o benefício da dúvida e me deixa a pensar no mito do kilt) e do Charley Boorman, A Long Way Round e A Long Way Down, especialmente este último, que fala da viagem de mota desde a Escócia até à Africa do Sul. Ainda li os primeiros capítulos, que me aconchegaram os olhos num"Costa" dentro de uma Waterstone, mas ficaram na sua terra, pois quem viaja sem mala de porão tem de ser comedido.
Ah é verdade, Aberdeen é uma cidade bela, como toda a Escócia, muito verde, cheia de ovelhinhas daquelas repletas de pelinho, tem bom whiskey de malte e é inacreditavelmente BORING. Estar ali, junto ao mar do Norte, a pouca distância da Noruega, de gabardine, panamá impermeável, perdida numa terra cheia de histórias de escoceses fustigados e reprimidos pelo jugo inglês a cada esquina, em cada monumento e apeadeiro é extenuante, por isso venha daí mais um Bloody Mary e faço um longo CHEERS para comemorar o regresso ao sul!
PS: Ainda impreganada de fúria devoradora de letras, fui à Biblioteca devolver o José Luís Peixoto e trouxe o Pedro Paixão, o Jacinto Lucas Pires e o Gonçalo M Tavares para me aportuguesar ainda mais!

29 de junho de 2008

Má vizinhança!

AVISO:
Está prestes a ler um post que fala de futebol. Não se assuste e se necessário clique em cima em "blog seguinte", que não levo a mal!
Espanha começou este mundial desanimada, contra o treinador que deixou Raul em casa e a achar que ía perder logo à primeira. De tal forma era o contentamento descontente que escolheu como lema para o seu autocarro: "Pase lo que pase España Siempre!"
Não sei o que querem dizer com o futebol cínico dos alemães, mas sei que os espanhóis jogam bem e se esforçam. Sei que muitos espanhóis gostam de Portugal e não consigo compreender que pessoas que não têm ascendência alemã, nem estudaram na escola alemã, nem trabalham na auto europa, gostem da Alemanha só porque não é Espanha, ou seja, só porque não é o país vizinho! Levado a um extremo doméstico é o mesmo que dizer: Não me importo que a malta no Porto guie Aston Martins e Ferraris, desde que o meu vizinho da frente continue a ter um Fiat punto!

19 de junho de 2008

Obsoletismos

Há coisas que já não têm lugar no nosso tempo, na nossa cidade e nas nossas vidas. Há muito que esta ideia de aniquilar o que está em desuso me ocupa e hoje partilho apenas algumas das conclusões a que cheguei.
1º Há que distinguir o obsoleto puro do vintage: o primeiro é tudo o que por mais que puxemos pela cabeça não tem mesmo nenhuma razão para existir, o segundo não tem razão para existir mas é giro e está associado a um ideário de nostalgia que nos remete para dias felizes. Obsoleto é old fashion e dated; vintage é trendy e cool.
(EX: Uma camisa com enchumaços, branca com botões dourados, dos anos 80, é obsoleta, um blusão branco às riscas coloridas da Grundig, é vintage; Uma passagem de nível sem guarda é obsoleta, um cruzamento é vintage, num país que se "rotundizou" de norte a sul)
Hoje apresento apenas uma pequena lista das coisas que deixaram de fazer sentido:
1º As sirenes dos bombeiros a assinalarem o meio-dia: a malta tem relógios, telemóveis, Ipods, e outros artefactos, não necessita de ser assustada com um apito estridente que apenas nos informa que o "bom dia" cedeu o lugar ao "boa tarde"!
2º O Festival da Eurovisão e as Misses (nem é preciso explicar, certo?)
3º Alarmes para os carros (Só promovem ruído numa época em que o que está mesmo a dar é o carjacking)
4º A expressão "Deves ser filho do padeiro, ou do leiteiro". A expressão pode continuar a ser usada mas actualizada: "Deves ser filho do homem do sapo, do meo,da clix, da TvCabo..."

12 de junho de 2008

OPORTUNIDADE: Só o Próprio!

Vende-se bidão de 25 litros cheio de gásoleo, marca conhecida. Preço: 60€ (inclui deslocação, num raio de 10 Kms na zona da Grande Lisboa)

4 de junho de 2008

"IKEAIZADOS"

Tenho um talento especial, que para muitos é considerado um defeito, de ser capaz de dizer, com alguma probabilidade de acertar, a proveniência de roupa, sapatos, identificar o cheiro de um perfume feminino (e por vezes até masculino), relacionar citações com autores conhecidos e detectar a proveniência do mobiliário que decora os interiores das casas.
Ultimamente, seja em casa de amigos, seja em filmes franceses, ingleses ou suecos (o que é mais compreensível), seja em novelas, em programas de remodelação de casas e afins que seguem ao sabor do zapping nos meus dedos, só detecto IKEA por todo o lado…
Por isso afirmo: Estamos a ficar “Ikeaizados”!
Já não temos uma estante: Temos um Billy ou um Bond e, por mais que aprecie personificações, começo a achar demasiado fixar tantos nomes. O Ikea democratizou em pleno a decoração de interiores e exteriores e para tal usa a estratégia mais simples: As peças de mobiliário e decoração fazem parte da família, por isso têm nome!
Tenho estado a pensar que se a concorrência descobre, vem aí um manancial de nomes à portuguesa. Eis um esboço de uma possível lista da Moviflor:

Mesa de Jantar: Michel

Móvel de TV: Cristiano

Mobiliário de Marquise: Aníbal

Banco: Mourinho

Cama: Soraia

Caixote de Reciclagem: Sócrates


Outros objectos poderiam ostentar nomes bem portugueses como, Vanessa, Tânia, Rute, Elizabete, Sandra, Carla, Andreia, Vladimir, Alex, Rui ou mesmo os clássicos, para linhas intemporais, Maria, Pedro, Duarte, Inês, Teresa, Madalena, Catarina, Afonso, Dinis, Mariana, António, Francisco, João, Miguel, Isabel, Ana, ou Bernardo.

24 de maio de 2008

Eu já sabia que era importante...



Motor, 2.0 diesel, possibilidade de tracção às 4 rodas...
A Ford acertou: Se eu fosse um SUV seria um KUGA!

21 de maio de 2008

PC (Personal Computer) e PC (Personal Condom)

Era o que me fazia falta, um preservativo pequeno para colocar nas flashdrives, vulgo Pens (não sei porquê, a não ser que seja abreviatura de pénis).
Desde que o meu falecido PC foi para os cuidados intensivos e teve dois AMIs (acidentes de memória interna, em linguagem pouco informática) nunca mais fui a mesma utilizadora: agora, ninguém toca no meu laptop (palavra que também dava para umas boas piadas, mas adiante), até porque aquela reportagem dos teclados estarem pejados de coliformes e serem piores que um tampo de retrete surtiu efeito no meu lado enojado de tudo.
Porém, de vez em quando, é necessário introduzir a dita "pen" de terceiros para partilhar informação, trabalhos, etc. Aí começo discretamente a tremer e a temer pela integridade do top que está no meu lap ou, para ser sincera, em cima da secretária. A pen entra, a pen sai e eu respiro de alívio e venho cá fora fumar um cigarro (ok, não fumo, mas se fumasse, vinha cá fora, pode ser?).
O meu Personal Condom dá pelo nome de McAfee, mas nada me garante que esta coisa com nome escocês me proteja de toda a porcaria que pode estar nas pens mais promíscuas. O que eu queria era um preservativo pequeno para colocar em segurança na saída usb de cada flashdrive. Aí sim, poderia partilhar apresentações power point, ficheiros excel, word, fotos, etc, tudo em segurança. Na informática, como no sexo, a segurança é um bem essencial, daí as semelhanças que existem entre os dois.

18 de maio de 2008

QV

Qualidade de Vida:
Ter dinheiro para fazer opções é uma forma de procurar a qualidade de vida que se deseja, certo? Então, se assim é, por que é que a classe média alta portuguesa associa qualidade de vida aos seguintes bens/ comodidades:
- Apartamento no centro ou num bom subúrbio de betão, mas caro, muito caro e com quarto para a empregada;
- Carro muito caro, de preferência metade do valor da casa até porque a empresa, assim como assim, é que paga. Por extensão deste ponto telemóvel e gadgets a condizer, tal como a roupa (de marca e, claro, cara).
- Filhos num colégio caro, onde podem conviver com outras crianças com pais que guiam carros topo de gama e vivem em casas encaixotadas, com empregada.
Isto tudo parece supérfluo mas é de extrema importância uma vez que a casa precisa de ser grande, pois tem de ter quarto para a empregada que assegura que os filhos, quando chegam na carrinha do colégio caro, não ficam sozinhos até que os pais cheguem, ao fim de muitas horas ausentes, no seu carro topo de gama.
Quanto mais vejo os meus semelhantes mais me convenço que qualidade de vida é poder ir a pé até casa almoçar com a família!

29 de abril de 2008

A Vida nas Ilhas...

4 dias passados nas ilhas e constato o seguinte:
Os irlandeses só não são britânicos por mera birra religiosa. Importam tudo o que podem da ilha vizinha ou do país mais acima e o sector editorial vive da produção made in UK, a preço convertido em Euros.
Em termos televisivos a Amy Winehouse estava a ir mto bem, com mais uma detenção, até terem descoberto um casal irlandês perfeito, namorados de infância, com um casalinho de filhos: Alegadamente este plácido pai de família, provavelmente por estar deprimido, resolveu matar a mulher, pegar fogo à casa com os filhos lá dentro e suicidar-se de seguida... Achei que havia primeiras capas de tablóides para uma semana, mas não... Vem um senhor de 70 anos austríaco e estraga tudo: O dito encarcerou a filha na cave de sua casa, durante 24 anos e neste interregno de quase um quarto de século, a filha, hoje com 42 anos, teve 7 filhos/netos do senhor!
Conclusões lógicas disto tudo (regadas por algumas pints de Guinness):
1. Há qualquer coisa de Hitler e Anne Frank nisto tudo...
2. Se calhar o outro Guinness devia atribuir uma entrada a este senhor, já que ele bateu o outro austríaco raptor, por muitos anos!

24 de abril de 2008

Cheers!


© http://powerfullbrands.blogspot.com

23 de abril de 2008

Vi(d)a Pública

É sempre assim: Abro a caixa do correio e vejo-o, banco e verdinho com um "vêzinho" - o extracto da via verde! Todos os meses a mesma coisa. Ainda consigo enganar o extracto do Cartão de Crédito pagando em numerário, mas não me dá jeito parar nas portagens, para tirar o ticket (bilhete) e depois parar, novamente, para pagar, só para "eles" não me controlarem a vida e o saldo!
Todos os meses lá vem a história da minha vida escarrapachada, impedindo-me de esquecer todos aqueles sítios onde fui. E depois, a forma de débito, também ela sinistra e sempre presente, bocadinho a bocadinho, ao longo do mês: Agora tiram 65€, depois mais 42€, depois mais 71€. Tenho a sensação que se um dia deixar de andar de carro e passar a usar outros meios de deslocação que não incluam ir a pé, de patins, troinete ou de bicicleta (pois demoraria dias a chegar) a Brisa me telefona a saber se estou bem.
Ainda o extracto... No final, uma alegria, 2 parques de estacionamento: um das Amoreiras e outro (estupidamente caro, mas um oásis na cidade) do Chiado. Balanço final: No mês de Fevereiro/ Março saí inúmeras vezes em business e duas em pleasure!
PS1: É possível fazer 7 minutos da portagem da Coina até à ponte 25 de Abril, sem cometer infracções.
PS2: Sei que o título do post ficava mais apelativo se o "l" também estivesse entre parênteses, mas perdia-se a contextualização...

22 de abril de 2008

¿Por qué no te callas?

...o que me apeteceu perguntar ao Nick Cave ontem, ao fim de dois encores, num total de 9/10 músicas (já não sei).
Quase duas horas e meia de concerto, com um som apurado e o Nick Cave sempre com uma voz poderosa, intercalando os Obrigado e Muito Obrigado, com insultos ao público, empregando todas as combinações possíveis de fuck e seus derivados (pretérito perfeito; gerúndio, presente, condicional....) antes de cantar mais uma baladinha do género Oh Lord Jesus....
Para quem vinha de um Estoril Open cheio de afectação (tá ver o Manel... olhe, ali querida, tá a ver?) entrar na caverna dos Cavettes foi uma experiência esquizóide. Sim, ainda há Cavettes e alguns deles não têm mais que 18 anos. O bom deste concerto foi ficar com algumas certezas inabaláveis:
Tenho mais amigos que gostam de Nick Cave do que de ténis ( a dada altura, achei mesmo que tinha voltado aos anos oitenta, às famosas festas do liceu);
É mais fácil arranjar bilhetes para música do que para desporto;
O Nick Cave pinta o cabelo e tira os pêlos do peito;
A droga não afecta as cordas vocais e faz emagrecer.

21 de abril de 2008

Grandes pequenos momentos

Highlights do par de horas que estive no Jamor a ver um Ucraniano rico que não quer trabalhar :
1. Eu se fosse o Davydenko faria o mesmo. Considerando que o Federer não vai a Monte Carlo e que as suas chances eram melhores e que a coisa estava difícil, nada como entrar no 2º set em cheio, quebrar o serviço e dizer que dói a perna...
2. As pulseiras da senhora sentada atrás de mim a ressoarem qual chocalho nos meus ouvidos delicados e todas as loucuras que ela faria com o Federer (não percebo a razão pois o homem NÃO é giro, ok?). Vinguei-me da forma mais torpe, quando ao fim do 1º set a vi atirar a objectiva para focar o Roger a despir o pólo: Quando estava prestes a disparar, levantei-me e estraguei-lhe a foto com o meu trench de marca!
3º Conheci o Mak que leva enchidos para o jogo, mas são todos pata negra!
4º A frustração de não conhecer a SFF.
Não voltarei ao Jamor tão cedo porque as pessoas, ao vivo, não se podem colocar em off! No entanto, grande primeiro (e único) set!
Se o Cave desistir a meio do concerto de logo começarei a acreditar na teoria da conspiração...

18 de abril de 2008

Ainda o Alerta Laranja

Só agora se fez luz nesta cabeça castanha!
O alerta da protecção civil tinha a ver com a demissão do Menezes e de mais uma crise de liderança no PSD!
Por isso é que a intensidade era maior no Litoral Norte!
Estou oficialmente em alerta beje com todas estas inutilidades!

- Logia Meteo ou Astro?

Levo muito a sério alertas de todas as cores relativos ao mau tempo. Não por obsessão cromática, mas porque me habituei a acordar numa cidade, trabalhar noutra e a ter de me vestir às camadas, por sair com 5 graus, às 5 da manhã, e o termómetro marcar 25 graus ao meio-dia. Por isso, após uma viagem agitada, "aconchegada" por lençóis de água e ventos fortes, ontem à noite levei a sério o aviso da protecção civil que declarava alerta laranja até domingo à noite. Cheguei a casa, tranquei as portas e janelas, dei-me por contente por não ter quintal com chapa ondulada e fiz inúmeros telefonemas a cancelar compromissos e a comprometer-me a fazer E-working em casa que me vai fazer perder mais umas horas do que se o fizesse in loco.
Acordei à espera do dilúvio, da intempérie e da certeza que os mais avisados são os melhor informados. E às 7 da manhã abro a janela para um sol magnífico, acompanhado de uma ligeiríssima brisa... Ok, passado uma hora e meia lá caiu uma chuva forte, mas que não valia um alerta rosa clarinho ou lilás...
Isto da Meteorologia é como os signos, pura adivinhação. Assim sendo declaro que estou em alerta púrpura e amarelo até segunda que ao menos são cores que estão na moda nesta estação!

15 de abril de 2008

On the Road / On the Air

... Ou o meu encontro com o Oceano Pacífico

Percorrer quilómetros à noite é uma experiência boa para quem gosta do silêncio. À noite, numa auto-estrada do sul do país tudo é mutismo, interrompido brevemente pela ultrapassagem a um ou dois camiões de transporte de mercadorias. Mas tanto silêncio ao fim de um dia de trabalho, de forma repetida, também cansa. Sim há Cds, sim há dispositivos para sintonizar uma frequência desocupada e ouvir o Ipod, mas não, quando passa das 22 já não há paciência para procurar frequências, nem escolher um Cd.
Quem viaja na A6, a partir das 22h tem ao seu dispor poucas rádios - Antena 1, Antena 2, RFM , RR e Comercial - a partir de Montemor-o-Novo já se ouve a M80 e passando a saída para Setúbal já se sintoniza a Radar. Até lá é o deserto feito de rádios locais que não são nenhum oásis.
Ontem ouvi o Oceano Pacífico na RFM. Antigamente era a estação do slows que se gravavam em cassetes para levar para as festas de garagem… Hoje, ou melhor ontem, imaginem que ouvi Alphaville (Forever Young); Phill Collins (Against All Odds); Brian Ferry (Don’t Stop the Dance) e gostei. Claro que tudo tem limites e, esporadicamente, para evitar o vómito (Stings pós-police, Represas pós-Trovante e afins) tive de intercalar com Linkin Park (sim, confesso que gosto e sei de cor o Shadow of the Day e, ainda por cima, era apropriado ouvir o Minutes to Midnight) noutras rádios supracitadas.
Desisti, auditivamente exausta e farta de tanto zapping, perto da Ponte 25 de Abril e acabei por colocar o CD com a banda sonora do Kill Bill 2:

.... And when I arrive at my destination, I am gonna kill Bill...

(Ainda bem que cá em casa ninguém se chama Bill...)

8 de abril de 2008

LONG LIVE THE LOW COST!

Antigamente ir a Barcelona, Berlim, Londres, Paris, Copenhaga, Madrid, Veneza, Milão, Bruxelas, Amesterdão, Genebra, Budapeste, Varsóvia, Praga, Dublin, Munique, Estocolmo, Atenas, Roma ou Helsínquia, era uma aventura (muitas vezes digna de inter-rail). Hoje é mais fácil e mais barato que ir até à capital do móvel (Paços de Ferreira). Já não vamos a Londres por nada de especial, apenas para ver uma exposição, ou uma peça de teatro; Vamos a determinada cidade só para passear e escapar da rotina, sem nenhum programa definido. As low cost mudaram a nossa forma de viajar, retiraram-nos o remorso de ter de aproveitar a ocasião de uma vida, devolveram-nos o prazer de apreciar, ou não, o que uma cidade tem para oferecer, simplesmente por termos como dado adquirido a certeza que podemos sempre voltar. Daqui 2 semanas irei de novo a Dublin: não gosto especialmente da cidade, não tem nada de fascinante, para além da eterna veneração de ser a terra do Beckett e do Joyce (mas até eles sairam assim que lhes foi possível) mas ao menos falam inglês, paga-se em Euros e tenho previsto um encontro com um amigo. É bom fugir à rotina e eu só consigo escapar à minha vida "on the road" se for de avião!

3 de abril de 2008

Estrenamos la versión oficial del CHIKI CHIKI

Houve que proceder a algumas alterações e foi assim que ficou o Video de apresentação "Oficial" cheio de espaninglês!

29 de março de 2008

Em escuta: NORTON - Your Balcony

26 de março de 2008

A Loggia!


É sabido que os agentes imobiliários, à semelhança dos turísticos e dos vendedores de automóveis, vivem num mundo de eufemismos para vender um produto menos bom, mas que com a palavra certa chama a atenção...

Quando uma casa é mínima chamam-lhe acolhedora, ou então 'cosy', que o estrangeirismo fica sempre bem, sobretudo se o interessado não fizer a mínima ideia do que estão a dizer.

Quando uma casa é velha, a cair de podre, numa zona mais ou menos aceitável dizem: "casa com muito cachet a precisar de algumas remodelações"

Se a casa teve um 'houselift' (eu também sou fã dos estrangeirismos) feito no Ikea com meia dúzia de Euros colocam "remodelação total recente".

Ultimamente, graças à Remax (que vende duas casas por minuto...), aprendi um estrangeirismo novo: Loggia. De repente, estando numa busca não muito persistente por outra habitação, deparei-me por várias vezes com esta palavra... Lembrava-me de a associar à Arte e numa breve Googlelização percebi a razão: Eis a imagem de uma loggia:
Porém, no dicionário imobiliário da Remax, uma loggia é... Uma Marquise!
Por isso quero apenas partilhar convosco o meu pensamento do dia:
Para além de Polícia à porta, a Travessa do Possolo já tem Loggia!

17 de março de 2008

Jorge Palma - Vermelho Redundante

Dedicado aos professores que andam nas manifs a lutar pela vida...

15 de março de 2008

A Noite Árabe: O melhor da temporada até à data

Belíssima peça, magnífica tradução, encenação, música e interpretação. Um verdadeiro oásis, como o espaço em que é apresentada. Sem dúvida a peça que mais me satisfez, das que vi este ano. Desde a opção do cartaz - absolutamente brilhante, assim que assistimos à peça - às opções cenográficas com suporte de vídeo, à interpretação imaculada de João Grosso, Sara Carinhas e Teresa Sobral... Com a dose certa de humor a criar hiatos de descompressão quando o "sonho" do rapto vivido de várias formas, por todas as personagens, se adensa. Personagens muito "pessoanas" todas elas presas na vida à espera de uma memória redentora.
PS: Vale a pena ir mais cedo, ou ficar depois da peça para saborear umas tapas, acompanhadas de vinho a copo, no café do Teatro.

Ficha:

Teatro da Politécnica
12 de Mar a 27 de Abr 2008
4ª a SÁB. 21h00 DOM. 16h00

Sinopse:

Subúrbios de uma grande cidade portuguesa, bairro com muitos imigrantes. Verão: o sistema de água de um conjunto de prédios está avariado. A água chega até ao sétimo andar e depois desaparece. No sétimo vive Francisca, uma jovem mulher que não se lembra de nada. Não se lembra de como era a sua vida antes de ter co-alugado este apartamento com a sua amiga Fátima. Não se lembra de alguma vez ter sido raptada em Istambul ou de ter sido uma princesa árabe. Como todos os serões, volta do trabalho, vai-se esquecendo do que fez no laboratório onde é empregada, toma um banho e adormece no sofá. O vizinho do prédio em frente vê-a no duche e não resiste a procurá-la. Fátima, por seu lado, espera sempre que ela adormeça para chamar o seu amante Kalil. Também o Sr. Joaquim, o porteiro, que desde o início está a procurar a fuga de água, vai ter com Francisca...
de ROLAND SCHIMMELPFENNIG
tradução e encenação PAULO FILIPE
cenografia e figurinos VERA CASTRO
banda sonora NUNO REBELO
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
apoio ao movimento AMÉLIA BENTES
vídeo UZI Filmes
assistente estagiária INÊS GUERRA
assistente de pintura cenográfica JOSÉ FRAGATEIRO
com
DINARTE BRANCO Pedro Karpati
JOÃO GROSSO Joaquim Loureiro
SARA CARINHAS Francisca Manta
TERESA SOBRAL Fátima Mansur
VICTOR GONÇALVES Kalil
co-produção TNDMII / Paulo Filipe

Jack Johnson If I had Eyes

Ou a canção do ceguinho...

10 de março de 2008

Zapatero y el Chikichiki

No dia em que Zapatero vence com 43% as eleições espanholas, vejam o vídeo de outro vencedor: O representante de Espanha ao festival da Eurovisão. Na política, como no festival, os espanhóis já perceberam que não há muito a fazer, por isso resignam-se por um lado e abardinam por outro. o clip é um must.

9 de março de 2008

É muito people a estragar o silêncio!!!

É Domingo, são 20:26. Olho, oculta pela minha invisibilidade, para o skype: Estão neste momento 10 575 727 pessoas online...

5 de março de 2008

A Minha Vida Dava um Filme...

...um road movie, claro!

4 de março de 2008

Tips

(de dicas, não de gorjetas)
Restaurantes: New Wok, perto do S. Carlos, em frente ao Governo Civil. Boa comida, ambiente quase descontraído e affordable; Não fosse o barulho (dia de semana, hora de almoço) e os bancos desconfortáveis e teria sido uma bela refeição...
Espectáculos para maiores de 6 anos: High School Musical, estreou no teatro Tivoli: A história de Gabrielle e Troy (ou, "When Grease met Fame and West Side Story in the 21st Century)
Espectáculo para quem tem um QI maior: Repartições, de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo. Mais um espectáculo da Primeiros Sintomas, estreia hoje na Culturgest e fica 5 dias. Um exercício de "pele" a várias vozes. A polifonia da vida de Ana e da repartição de finanças que já não existe: Um retrato de repartições de edifícios, modas e vidas; 50 minutos mto bem passados.
PS: Até pode parecer heresia, mas alguém nessa blogosesfera está interessado em trocar um bilhete para o Brian Adams no Maxime por um para o Nick Cave no Coliseu? É que já não tenho cervical para concertos intimistas de pé, com sala a abarrotar, prefiro cabarés com lugares sentados!

27 de fevereiro de 2008

Quem me dera ser doutora médica...

Ontem, face à evidência que uma das crianças não estava melhor, depois de vários dias de febre, lá me decidi a levá-la ao posto. Claro que às 16h30, já não havia ninguém disponível para ver a criança e aconselham-me uma ida ao Hospital.
Visito pouco os hospitais, graças à saúde de ferro que todos temos aqui em casa, e ao pânico que tenho do contágio.
Chego então à Urgência pediátrica do Francisco Xavier, onde estão 3 crianças e um total de dez adultos, todos acompanhantes das 3 crianças. Sinto-me em inferioridade numérica e antevejo um fim de tarde difícil, pois o pior de tudo não são as crianças, são os adultos impacientes que as acompanham.
Demoro 35 minutos até ser chamada para a sala de triagem porque a urgência é como a Caixa Geral de Depósitos ou o Pingo Doce: Só quando estão quase a fechar a loja é que se começam a despachar e chamar os médicos todos, como pude constatar a partir das 20h30.
Da triagem volto para a sala de espera com uma criança que já não reage a nada, felizmente para ela, pois neste momento já há 7 crianças na sala e vinte e cinco adultos que teimam que as crianças que estão a vomitar para baldes de papel socializem com as que estão com tosse e com os desgraçados que só se magoaram no braço e que agora vão sair dali com mais alguns brindes!
Finalmente o médico - giro, como são todos os do Francisco Xavier, deve ser por isso que é um hospital Modelo - acha estranho a criança já não responder a nada, sobretudo estando sem febre. "SEM FEBRE?!!!" pergunto eu incrédula que estou quente do calor que ela emana... "Sim, aqui diz 36,2". O QUÊ???? Lá volto para a triagem, exigindo uma contraprova, qual brigada anti-doping, ao contrário. Sim, foi engano, a criança tem efectivamente 38,9 e é melhor dar-lhe um remédio. Depois decidem-se por uma análise.
Como eu sei que quem faz análises tem de esperar, pelo menos 1 hora, e a sala de espera estava pior que o cenário do Sweeney Todd (só que em vez de sangue tinha vómitos e muita gente - na maioria com mais de 15 anos), peguei na criança e saí de mansinho. Fui até ao McDrive do Restelo determinada a contrariar o seu jejum quaresmal e a comprar todas as porcarias que lhe apetecessem. Comeu pouco mas ganhou um jogo do Astérix que não jogou, mas que lhe deu a alegria da posse de um brinquedo de um sítio pouco frequentado.
Regresso ao Hospital, 1 hora depois, e entro directa para saber das análises. Nem vou descrever, neste ponto, as urgências, penso para comigo que uma arma ali teria feito milagres, pois mandaria mais de metade das pessoas daquela sala para a urgência mais acima, nem era preciso aleijar muito, só de raspão...
Uma hora mais à espera e decido que já chega. Entro e vou à procura do médico giro. Encontro-o, ele vê as análises e diz-me que o melhor é levar a criança para casa e esperar mais dois dias... (to be continued)

21 de fevereiro de 2008

O Futuro em Tetra Pak

Esta noite sonhei que bebia um Cartuxa Tinto de 2001, por uma palhinha, numa embalagem tetra pak, vagamente parecida com as de Bongo, sabor cola-limão...
Citando o Leonard Cohen: I've seen the future baby, and it's muder!

20 de fevereiro de 2008

Bush & Castro

Fidel escreveu a abdicar, uma vez que já não se sente capaz de governar Cuba.
Castro conseguiu provar que a afirmação de John Donne - "No man is an island" - no seu caso, nunca se aplicou. Para o bem e para o mal, Cuba foi Castro e Castro foi Cuba. Está para descobrir o que será Cuba sem Castro.
Bush apressa-se a declarar que espera que haja um processo democrático de eleição. (assim como o dele - digo eu - que mesmo perdendo conseguiu ganhar?!)
Diz também que Cuba tem de se libertar dos irmãos Castro. (tal como a América - digo eu - precisa de se libertar do clã Bush!).
Ás vezes, por muito que assim não pareça, há mais semelhanças entre as pessoas do que se imagina... Mas quem sou eu para ofender El Comandante!

19 de fevereiro de 2008

Vidas e Blogues

Há vidas que são verdadeiros Blogues Abertos!
Há coisas na vida que são um Blogue Fechado!
Há ocasiões na vida que são como Blogues só para Convidados!

18 de fevereiro de 2008

Algerozes

Há algumas palavras que me incomodam, não tanto pelo significado, mas pelo significante propriamente dito. São palavras, geralmente grandes, que me irritam. Hoje, por força da circunstâncias diluvianas, fui confrontada com uma delas: Algerozes... Isto lembrou-me outra: "Debalde" (Ex. Debalde as chuvas fortes, se os algerozes não estivessem entupidos ter-se-ia evitado muita confusão")

16 de fevereiro de 2008

País a La Carte

- Era uma independência para amanhã de manhã, se faz favor!
- E para que horas, é que vai querer a independência, Sr Hashim Thaçi?
- Pode ser de manhã, que o povo gosta mais das coisas pela fresquinha.
- Então fica marcado: Amanhã, de manhã, independência do Kosovo.

14 de fevereiro de 2008

A Cidade às Avessas Trespassada por um Garfo de Cupido

Hoje por muito que se finjamos que somos anti-consumo que é só um dia, que já nem sabemos o que é namorar e que não é preciso um dia para o fazer, que todos os dias são dias dos namorados e de Natal e da mãe e da criança e do pai, eu sei que isso tudo é uma GRANDE mentira.E tenho provas!
Breve preâmbulo para vos dizer que gosto do São Valentim, por ser um santo pacifista e inteligente. Porque defendeu os namorados e acima de tudo salvou muitos homens de irem à guerra. São Valentim sabia que vale mais um casamento menos bom que uma guerra a sério! (embora conceda que certos casamentos sejam piores que ir para o Iraque...)
Ontem à noite, depois de ter feito um bolo o mais kitsch possível, em forma de coração cheio de corante encarnado, que saiu do forno como se estivesse em sangue e até algo assustador (Welcome to St Valentine Gore!) para a miss popularidade da casa levar para a escola, para alimentar os seus sete namorados (número místico, sem dúvida, mas excessivo), sentei-me a imaginar um serão, a dois, fora de casa.
Primeiro telefonema: Cop3 em Santos. Sim, têm mesa, mas estão com um menu degustação de S. Valentim, por 140 Euros, o casal.
(Por esse preço vou de avião jantar a Madrid!)
Já que estamos na comida de autor, vamos à 2a tentativa: Terreiro do Paço. Sim, têm mesa mas estão com um menu degustação de S. Valentim, por 170 Euros, o casal.
(Por esse preço vou de avião jantar a Paris!)
Desisto.
Hoje pela manhã fiz mais algumas tentativas: Gemelli, Olivier (restaurante e café), Vírgula, Luca, e Bica do Sapato (restaurante e café). Todos me respondem que estão lotados, menos o último que tem mesa a partir das 23h 30 (hora imprópria para uma baby sitter começar a trabalhar) Penso no Pragma que, mal por mal, já tem sempre menu de degustação caríssimo, mas a ideia de ir ao Parque das Nações jantar, ainda por cima ao Casino, incomoda-me (mais a carteira que a mente, é certo)
No final, arranjo duas hipóteses - O Aya Restaurante e outro.
Decido cancelar o Aya pois, por muito que adore a comida, custa-me ir ao Centro Comercial.
Fica o outro (cujo nome não partilho, já que não me pagam para fazer publicidade) mas que tem boa vista e boa comida.
Em suma, numa só manhã descobri que os Lisboetas levam o S. Valentim muito a sério, que os restaurantes vão facturar à grande e que deve haver por essa cidade fora sérios casos de overbooking de mesas!
Happy Valentine e não saia de casa sem o cartão de crédito, o único plástico que realmente interessa!

Sonnet 153


Cupid laid by his brand, and fell asleep:
A maid of Dian's this advantage found,
And his love-kindling fire did quickly steep
In a cold valley-fountain of that ground;
Which borrow'd from this holy fire of Love
A dateless lively heat, still to endure,
And grew a seething bath, which yet men prove
Against strange maladies a sovereign cure.
But at my mistress' eye Love's brand new-fired,
The boy for trial needs would touch my breast;
I, sick withal, the help of bath desired,
And thither hied, a sad distemper'd guest,
But found no cure: the bath for my help lies
Where Cupid got new fire-my mistress' eyes.
William Shakespeare

11 de fevereiro de 2008

João Santos: Citylights






Série de fotos que estão na Galeria Art Lounge, em Lisboa.

10 de fevereiro de 2008

Tim Burton's Sweeney Todd

Quando contemplamos uma obra-prima ficamos mudos!

9 de fevereiro de 2008

Nancy Sinatra: Bang Bang

Agora que a Ms Sarkozy vende carros com esta canção, nada como ouvir a Miss Sinatra. Bang Bang!

8 de fevereiro de 2008

Ainda Há Coincidências!

A vida é uma série de coincidências, felizes ou infelizes, ou nem por isso. Às vezes nem damos por elas, outras vezes as coincidências são tão fortes que não podemos ignorá-las. O dia de hoje, por exemplo, tem para mim várias coincidências:
- Há 15 anos comecei o meu primeiro trabalho "a sério". Ainda hoje o mantenho, apesar de algumas provações, que são intrínsecas a qualquer trabalho (é por isso tem esse nome!)
- Há seis anos, em Paris, recebi um sms a dizer-me que o 2o filho de uma amiga tinha nascido; nessa mesma tarde fiz un test de grossesse que deu positivo. Por coincidência, essa amiga ficou madrinha da minha 2a filha.
Por isso, não gosto que me digam que não há coincidências, pois acho mesmo que a maior parte das nossas vidas, a partir do momento em que somos concebidos, é um fantástico encadeamento de coincidências. O dia 8 de Fevereiro, por várias coincidências, é pois um dia auspicioso para mim, sem a pressão de um dia de aniversário, ou de Natal, sem a festa exterior, mas com a leveza de quem sabe que, provavelmente, será um bom dia!

6 de fevereiro de 2008

Serei a Única?

Sou só eu a achar que o anúncio do Banif é inacreditavelmente mau? Centauro ou Minotauro, em ambos os casos, nas referências à Mitologia grega e na transposição para a iconografia cristã não encontro nenhuma metáfora suficientemente consistente que me explique a analogia entre a metade homem, metade animal e um banco... A não ser que todos os homens que lá vão são umas bestas! Aceitam-se esclarecimentos iluminados.

3 de fevereiro de 2008

Antes da abstinência...

Antes que a 4a feira de cinzas nos traga o jejum, uma sugestão interessante aqui

1 de fevereiro de 2008

LONG LIVE THE KING

A República fica-nos muito mal!
Faz hoje 100 anos que assassinaram o rei D. Carlos e seu irmão D. Luís. Hoje, às 18h, no Terreiro de Paço, celebra-se a efeméride. Custa-me celebrar 100 anos de um crime, prefiro assinalar os centenários de nascimento... Há 100 anos ao matarem o D. Carlos estavam a abrir caminho para o Aníbal ...
(e agora vou esperar que comecem a chover os comentários com insultos a SAR D. Duarte Pio de Bragança!)

31 de janeiro de 2008

Sorry, No Post Today!

29 de janeiro de 2008

Será que Anadia já tem outra vez hospital?

Será que os meninos por nascer já podem ser paridos em solo nacional, sem terem de ir a Espanha?
Será que a população idosa de Aveiro já pode dormir descansada nas macas?
Será que os Centros de Saúde vão oferecer um serviço de qualidade superior?
Não sei, só sei que a nova Ministra da Saúde, Dra. Ana Jorge, pode ser uma mais valia para o Governo Sócrates: Nada melhor que uma Pediatra para tratar da Saúde a este Portugal dos Pequeninos!

28 de janeiro de 2008

Ena a Cara Dela!

"BES quer ter 50 balcões em Angola nos próximos dois anos"
in Público, 28/01/2008

Agora é que vai ser poupar, para a malta em Angola: 10% na factura da água, luz e gás que são cortados várias vezes ao dia não é muito, mas sempre é melhor que nada! O problema será encontrar casas novas...

27 de janeiro de 2008

Velhos-Ricos

Velhos-Ricos: Novos-Ricos que envelheceram!
Ex: Ontem, à porta do Casino Estoril, vi imensos velhos-ricos à espera que as portas abrissem!

24 de janeiro de 2008

Maiores de 6 anos: Toma Karaté!

Confesso que gosto de filmes para mais de 16 anos. O último que vi, Promessas Perigosas, de David Cronenberg deixou-me satisfeita, feliz mesmo, pois cada vez são mais raros os momentos que tenho de cinema a sério, sem bandas sonoras estridentes, nem pipocas, nem crianças aos gritos de medo, ou alegria... Mais contente fiquei quando soube da nomeação do Viggo Mortensen para o óscar de melhor actor, pois saí da sala com vontade de gritar: "Alguém dê um óscar a este senhor, por favor!" O último que tinha visto antes deste foi (sim, assumo que passaram mais de seis meses) o Death Proof do Tarantino que também não me desiludiu. O resto do tempo é passado em salas com filmes para maiores de 4 ou 6 a ver historietas de princesas e bichos variados com vozes de pessoas da rádio, ou actores conhecidos...
Até que, na passada semana, tive uma epifania, encontrei uma forma de fazer um corte epistemológico e combater o cepticismo que diz que os meus gostos são incompatíveis com os gostos dos maiores de 6 que conheço. Vou levar a progenitura a ver o filme do Manoel de Oliveira: Cristóvão Colombo - O Enigma: O filme é para maiores de seis anos, tem apenas 70 minutos e procura uma verdade ficcionada, mas com fundamentos biográficos e históricos, sobre a vida do navegador alegadamente português da Cuba Alentejana.
Se não gostarem, apenas direi: Toma Karaté! Eu também não gosto desses cocós com princesas e aguento-me!

22 de janeiro de 2008

That will be the day...

Portugal está na rota do terrorismo... dizem os espanhóis e os portugueses dizem sim , é bem possível... Afinal, já estivemos a ver navios e aviões na segunda Grande Guerra, agora também merecemos uma oportunidade de constar no mapa do terror, até porque temos as infraestruturas necessárias...
A verdade é que se trata de um erro dos media (mas, não digam nada) a frase era: Portugal está na rota do turismo.

17 de janeiro de 2008

Ordem dos Engenheiros

Ontem paguei 30 euros para ir a um jantar debate sobre gastronomia molecular na ordem dos engenheiros. Estava curiosa em saber mais da cozinha de Ferran Adrià. O que assisti, na verdade, foi a um jantar, em mesas de casamento, com uma ementa banalíssima, em simultâneo com palestras e apresentações power point por engenheiras alimentares. As únicas coisas de gastronomia molecular que me foram servidas foram:
Um gaspacho transparente sofrível.
Um espumante de chá detestável
Um gelado com azoto líquido mal apresentado, com consistência de leite-creme!
No final constatei o seguinte:
- Os engenheiros dão secas até em dias de chuva!

Não pedi o reembolso do dinheiro pois o Terras d'Ervideira Tinto de 2006 estava soberbo e ajudou-me a esquecer que fui sumariamente enganada!

13 de janeiro de 2008

António Cunha Strikes Back!

Segundo noticiou ontem o semanário Sol, a ASAE encontrou irregularidades nas lojas da Hermès, Cartier (onde apreendeu material) e Louis Vuitton. Para variar, estou de acordo: Aqueles preços são ilegais! Mais info aqui.

12 de janeiro de 2008

DEFINIÇÕES de DEFICIÊNCIAS, por Mário Quintana


'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

'Diabético' é quem não consegue ser doce.

'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer.

Mário Quintana, Poeta Brasileiro n. 30 de Julho de 1906; m. 05/05/1994

11 de janeiro de 2008

Contraditório

Tenho reparado que vários blogues têm feito eco sobre um texto do Nuno Markl acerca da minha geração (a malta entre os trinta e os quarenta). Depois de ter lido e rido com memórias que fazem parte do meu repositório apetece-me apresentar apenas umas reflexões pois, sinceramente, a única coisa de especial que a nossa geração teve (tem) é o facto de nos pertencer!
Sinto que passámos para o outro lado da Generation Gap: antes não compreendíamos os progenitores, agora somos incompreendidos pela progenitura e pelos menores de vinte anos.
A nova geração também tem um espólio de emoções com desenhos animados japoneses, viagens, filmes, peças de teatro, cadeiras para os carros, ambientes mais protegidos mas, por isso mesmo, mais seguros. A nova geração tem pais que leram bibliografia e que não se limitam a fazer o seu melhor por puro instinto... A nova geração brinca menos na rua sem supervisão, inventa menos brinquedos, mas ainda sabe dar largas à imaginação, sem ter de usar obrigatoriamente os dedos polegares. E a verdade é que, em termos estatísticos, a taxa de mortalidade infantil por acidentes domésticos, rodoviários e negligência é, comparativamente, menor.
A geração de finais de 60 e dos 70 está a envelhecer e transformou as rugas em bandeiras de vida e memórias, tal como os nossos pais o fizeram antes de nós: Os meus pais achavam que a minha geração via desenhos animados a mais, porque a deles não sabia o que era uma televisão! Hoje o nosso argumento é o mesmo em relação à Nintendo, à PSP, ou PS3...
Admitamos sem complexos: Estamos a ficar velhos e por isso é que o reviver dos anos 80 está em alta! Mas não faz mal, ainda temos uns bons dez/vinte anos de glória, mas depois já não haverá generation gap que nos salve! É a vez desta geração, agora incompreendida, entronizar as suas recordações.

10 de janeiro de 2008

Grande Novidade!

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa nos actuais terrenos públicos do Campo de Tiro de Alcochete. O chefe de Governo adiantou ainda que o estudo recomenda que a terceira travessia sobre o Tejo seja construída entre o Barreiro e Chelas e que esta será rodo-ferroviária.
in Jornal Público 10/01/2008

O Aeroporto Ribatejano já não era novidade... Agora uma ponte entre Chelas e o Barreiro? Deve ser uma tentativa para só se estragarem duas zonas problemáticas. E, assim, até pode haver intercâmbio de traficantes, contrabandistas e criminosos. (E pessoas trabalhadoras e honestas também, mas em menor número...)

9 de janeiro de 2008

Post Rapidinho do Dia

Foi bom, não foi?

8 de janeiro de 2008

"Homens mais novos é que é!"

Este é o pensamento diário de Carla Bruni, agora que namora oficialmente com Sarkozy. Não admira que o début do amor para a imprensa tenha sido na Disneyland Paris: Ao pé de Mick Jagger, Eric Clapton e Donald Trump, o Sarko é um miúdo!

Manifestações Exteriores de Riqueza: Gaia já tem Carjacking

Confrontado com o facto de vários episódios de carjacking a Audis, BMWs e Mercedes terem lugar em Gaia, um representante da autarquia conclui sabiamente, para o Jornal da Noite, que isto é só prova que em Gaia há uma classe média alta que optou por habitar no outro lado do Douro!
Da próxima vez que um vizinho for assaltado ou "carjackado" do seu Volvo, Porsche, BMW ou Cherokee vou regozijar-me e pensar vivo num subúrbio procurado pelos mais famosos carjackers deste país que sabem que a classe média-alta se mudou para cá!
Aliás, quando voltar a mudar de casa vou escolher o bairro em função dos assaltos: Os mais assaltados têm boa vizinhança e são sinónimo de riqueza. Pensando bem, que eu saiba, não há assaltos em Chelas, Casal de Câmara, Cova da Moura ou mesmo Brandoa...
Já estou a ver a REMAX a fazer história na publicidade: Venha para o Bairro Azul, é central, fica a um minuto do Corte Inglês, a cinco minutos da prostituição do Parque e tem uma taxa de assaltos nocturnos superior à média na cidade.

6 de janeiro de 2008

A Ira

Após aturado estudo elaborei o Top 5 do que nos faz perder a cabeça:
1. O outro
2. Os filhos
3. A condução dos outros
4. O computador
5. Os restantes electrodomésticos

Se nos dois primeiros casos é justificável, uma vez que temos tendência para exigir muito dos que mais amamos, nos últimos 3 casos é pura perda de tempo pois:
1. Os outros vão conduzir cada vez pior, sobretudo se continuarem a guiar topos de gama sustentados pelas empresas.
2. Os computadores vão durar cada vez menos.
3. Os restantes electrodomésticos são cada vez mais baratos e, por isso, perecíveis.

4 de janeiro de 2008

Labelling Life Away...




Um dos meus presentes favoritos!
Ando de Dymo em punho a etiquetar a vida: Das camisolas, às prateleiras, aos brinquedos, passando pelos cadernos e pela comida a congelar, tudo tem o seu label! Absolutamente maravilhoso! De fazer inveja a uma Bree Van de Kamp! Para mais info é só clicarem aqui

3 de janeiro de 2008

O que vou mudar em 2008

Tomei a minha resolução de ano novo: Vou começar a fumar!
Já comprei um maço de cigarros (dos ducados extra-longos que agora, ao ar livre, já não incomodam com o mau cheiro e duram mais). Vou começar a fumar sem travar: É cool, conhecemos malta radical e ainda por cima o patrão tem de permitir uma pausa no trabalho. O meu próximo objectivo é trabalhar no 27º andar de uma torre qualquer, onde cada cigarro deve dar para meia hora de borga! Tudo em prol do bem do próximo e do bom ambiente. Com sorte ainda vou ter direito a baixa para desintoxicação à conta do contribuinte... O único senão da nova lei é que as coffee shops me parecem cada vez mais distantes do nosso futuro próximo!

1 de janeiro de 2008

The Morning After: Portugal on Prozac


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Sinto que em 2008 há finalmente sinais inequívocos de retoma!

Digo isto porque:

1. Não recebi sms parvas a desejar bom ano. (o ganho de cada um foi a perda das operadoras)

2. Não vi gente nas ruas a gritar em histeria, nem a buzinar. (Poupando combustível e recursos ambientais)

3. Almocei num restaurante cheio, mas sem fumo. (A comida ainda tem cheiro, mas deve ser por pouco tempo)

4. O primeiro dia do ano vestiu-se de cinzento. (Para não se pensar que podemos ser coitadinhos mas, ao menos, temos a luz e o bom tempo)

Estou convicta que este é o ano em que Portugal vai mudar. Agora sim, estamos mais próximo da sofisticação civilizacional que nos aproxima dos povos evoluídos e ricos... Agora sim, podemos dizer, sem constrangimento, que somos um país oficialmente deprimido!